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Vacinar é preciso


postado em 12/07/2020 04:00

O Brasil tem o maior programa público de imunização do planeta. Por ano, são distribuídos mais de 300 milhões de doses de vacinas por meio de 37 mil postos de atendimento. Durante as campanhas, o total de unidades de vacinação chega a 50 mil, e o de Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, a 51. Este ano, o Ministério da Saúde constatou que ocorreu diminuição na cobertura vacinal no país devido à pandemia do novo coronavírus. A estimativa do governo é que houve queda de 30% na taxa de vacinação contra doenças preveníveis. A avaliação é preliminar. As unidades da Federação têm até 31 março do próximo ano para inserir os dados de 2020 no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Mas a retração foi percebida e é atribuída ao temor das pessoas de contrair a COVID-19 nos postos de saúde. 

Apesar da redução até agora registrada na imunização para moléstias preveníveis, a vacinação contra gripe superou a meta de 90%. Entre os idosos, parcela prioritária da campanha, o resultado chegou a 119,72%. A vacina anti-influenza segue disponível nos estados e no Distrito Federal. Outras doenças infectocontagiosas não tiveram o mesmo desempenho. Até 2014, a taxa de vacinação estava próximo de 100% da meta estabelecida pelas autoridades médicas. A partir daquele ano, o índice começou a declinar. Em 2015, 94,5% das crianças entre 4 meses e 5 anos receberam as gotinhas contra a poliomielite. Em 2017, o percentual caiu para 78,5%. 

A redução se repetiu no caso de outras moléstias preveníveis. Doenças tidas como erradicadas voltaram a atacar a população. O exemplo mais expressivo é o sarampo. Em todo o país, foram notificados 11.405 casos:  4.958 (43,5%) confirmados e 1.707 estão sob investigação. Ou seja, o país continua sob o surto da doença, que pode ser contida com a vacinação. 

Desde o ano passado, o Ministério da Saúde mantém campanha para imunizar jovens entre 20 e 29 anos, a fim de interromper a cadeia de transmissão da doença. A expectativa era vacinar 9 milhões de pessoas. Há vários motivos para a brusca queda nos percentuais, que vão desde dificuldades financeiras, em razão das sucessivas crises enfrentadas pelo país, até a falsa percepção de que as doenças deixaram de existir em razão do êxito dos períodos intensos de imunização, o que é profundo e grave equívoco. As doenças estão em circulação em outros países, não há fronteiras para elas. O novo coronavírus foi, primeiramente, identificado no interior da China. 

Em poucas semanas, desembarcou nos cinco continentes. Fake news também contribuíram para disseminar informações de que vacinas são responsáveis por males como o autismo. A atual crise epidemiológica não deve ser barreira à vacinação contra outras doenças transmissíveis. As pessoas têm de recorrer às medidas preventivas, como uso de máscara, distanciamento, e, assim, manter atualizada a carteira de imunização. A orientação vale para todas as doenças infectocontagiosas e para todas as faixas etárias. “O atual momento de pandemia não pode gerar impacto na queda da cobertura vacinal”, afirma Ana Goretti, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do ministério. Vacinar é preciso.


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