Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

Orientando o futuro das cidades inteligentes

As cidades inteligentes de amanhã serão capazes de tomar decisões melhores e mais rápido, entregando serviços necessários aos cidadãos com um custo baixo


postado em 11/01/2020 04:00 / atualizado em 10/01/2020 22:18

Antonio Brito
Principal, Digital & Value Engineering – Infor
 
O conceito de cidades inteligentes já existe há uma década e sempre esteve relacionado a serviços mais eficientes e acessíveis e melhores entregas dos governos, que estão mais próximos à vida cotidiana dos eleitores. No entanto, ao longo do tempo, tem sofrido modificações consideráveis com o surgimento de tecnologias importantes como a internet das coisas (IoT).

O primeiro dispositivo de IoT foi uma torradeira conectada. Mas a ideia de sensores conectados em utensílios do cotidiano, que coletam e transmitem dados sobre o status e a operação, se tornou uma ferramenta de negócios poderosa, com 8,4 milhões de equipamentos on-line em uso no mundo em 2017, de acordo com o Gartner. Esses números evidenciam o potencial para uma nova geração de sistemas de TI que podem desenvolver  ainda mais, e de forma mais rápida, as cidades inteligentes para além do que alguns de seus criadores talvez tenham imaginado.

Sistemas de IoT são versáteis e confiáveis o suficiente para suportar planejamentos públicos. Com sensores atrelados à maioria dos veículos e dispositivos de uma cidade, o IoT consegue otimizar o gerencimento de ativos, entregando mais confiança por um custo menor considerável. A tecnologia consegue prever possíveis colaborações entre departamentos e divisões, ou governos regionais com seus parceiros do setor privado.

Outro ponto importante é a utilização de sistemas de Business Intelligence (BI), que podem produzir dados inestimáveis para uma matriz – desde gerenciar estacionamentos até a prevenção de crimes; de serviços de emergência até manutenção de instalações. Além disso, consegue dar suporte a um sistema de planejamento de recursos corporativos moderno, baseado em nuvem para quebrar silos em uma organização grande e complexa.

E se as possibilidades de hoje são animadoras, as do futuro são ainda mais. Com múltiplas tecnologias emergentes sendo desenvolvidas em paralelo e em um ritmo exponecial, as cidades do futuro precisarão que as centrais de TI consigam manter diversos sistemas sincronizados, enquanto permitem que novas e sofisticadas oportunidades afloreçam.

Softwares e dispositivos em constante evolução criaram novas e grandes oportunidades para os governos alavancarem a inteligência comercial. Com sensores reunindo informações, sistemas corporativos para planejamento de recursos processando esses dados e sistemas de BI para interpretá-los, as cidades inteligentes de amanhã serão capazes de tomar decisões melhores e mais rápido, entregando serviços necessários aos cidadãos com um custo baixo.

A TI por trás das cidades inteligentes também será uma facilitadora essencial para as novas tecnologias que estão no radar de todo mundo, como os automóveis conectados e autônomos. Os benefícios começam com um trajeto muito mais seguro e confiável, do ponto A ao ponto B. Continua com os ganhos potenciais que alguns planejadores urbanos atribuem aos carros sem motorista – como congestionamento reduzido em estradas ou o fim da disputa diária para estacionar nos centros das cidades – e o IoT emerge como peça-chave do quebra-cabeça que mantém todos as outras no lugar.

Parceiros inteligentes Aqueles que se perguntam como governos regionais podem fazer o salto para os sistemas do futuro não estão sozinhos. O último Infrastructure Report Card, publicado pela Associação Americana de Engenheiros Civis, classificou os ativos físicos do país com uma nota D+, o que pode explicar por que apenas 6% das cidades mais populosas tiveram meios para incluir tecnologias do futuro em seus planos de longo prazo, de acordo com a Liga Nacional de Cidades.

O maior desafio de todos é chegar daqui até o momento futuro. As cidades não têm tempo a perder e precisarão otimizar cada real ao máximo para realizar essa transição. Parcerias com fornecedores de TI inteligentes e responsáveis serão fundamentais para que o planejamento das cidades tenha sucesso.

É o momento de as comunidades colocarem IoT no centro da jornada e alinhar o suporte e as parcerias de que precisarão para ter o trabalho feito. 


Publicidade