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Estado de Minas

O olfato e seus benefícios para a saúde

A terapia dos aromas pode prevenir e curar diversas doenças


postado em 06/12/2019 04:00

 Fábián László
Cientista aromatólogo, professor, pesquisador na área e fundador do Instituto Brasileiro de Aromatologia (Ibra)
 
 
Os cientistas realizam, constantemente, pesquisas para entender como sentimos os cheiros, o que faz do olfato um dos maiores mistérios do corpo humano. Como sempre apontamos o nariz na direção de algo que queremos cheirar, é natural acreditarmos que é lá que se concentra a maior parte dos nossos sensores olfativos.

Porém, o que a maioria das pessoas não sabe é que praticamente todas as células do corpo têm receptores olfativos, incluindo as de órgãos importantes como cérebro e pulmão. Para se ter uma ideia, uma equipe de cientistas alemães descobriu que há sensores olfativos também no nosso coração e pulmões, e até no nosso sangue. Pode parecer surpreendente, mas faz sentido: o trabalho de receptores de cheiro consiste na detecção de substâncias químicas no ambiente.

As células olfativas do pulmão, por exemplo, de acordo com pesquisas, são bem parecidas com aquelas que temos no nariz, mas, em vez de nos dar vontade de tomar uma xícara de café ou comer um bolo, elas podem nos fazer tossir. Ao contrário dos receptores olfativos do nariz, que estão localizados nas membranas das células nervosas, os receptores olfativos dos pulmões estão nas membranas das células neuroendócrinas. Esses receptores podem detectar substâncias químicas nocivas no ar inalado, fazendo com que nossas vias aéreas diminuam para reduzir ou minimizar qualquer dano.

Assim como o nariz, os órgãos internos também podem usar o mesmo sistema receptor para detectar uma grande variedade de compostos. No entanto, esses chamados receptores olfativos extranasais não estão ligados ao cérebro, ao contrário daqueles no nariz. Eles agem localmente, o que provoca uma resposta dentro do tecido, quando acionados.

Com essa e outras descobertas que evidenciam receptores olfativos em praticamente todas as células do corpo humano, a aromaterapia tem se tornado cada vez mais respeitada e utilizada ao ser norteada por pesquisas que descobriram que nosso corpo tem receptores para moléculas aromáticas, acarretando uma visão mais séria, científica e profunda. É comprovado por diversas pesquisas científicas que a terapia dos aromas pode prevenir e curar diversas doenças.

Entendo que a própria palavra não ajuda muito, porque pode ser compreendida como lúdica, usada para relatar perfumes e cheirinhos. Mas não é só isso. Inclusive, dentro da ciência, há um ramo que se chama aromatologia e estuda os efeitos dos óleos essenciais sobre as emoções e a saúde física em vários campos. A aromaterapia é apenas um braço. Essa visão rasa está mudando. Cada vez mais, é preciso levar às pessoas informações consistentes, científicas e sérias para que percebam o poder do nosso olfato. Como ocorreu com a música, que hoje se sabe do seu efeito curativo. A mesma atenção que foi dada para o sentido da audição passa a ser dada para o olfato, descobrindo o quanto ele também é importante para a nossa saúde.


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