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Doenças reumáticas e a febre amarela

Fica a dúvida sobre quem são as pessoas que não podem se vacinar


postado em 01/03/2019 05:10

O verão estimula a circulação dos mosquitos transmissores da febre amarela, aumentando o risco de transmissão. A baixa demanda pela vacinação  deixa o Ministério da Saúde em alerta para o risco de um novo surto de febre amarela, assim como aconteceu no ano passado. É preciso alertar que nem todas as pessoas podem se vacinar, e isso gera algumas dúvidas. A vacina da febre amarela é composta por vírus vivos e, embora seja muito segura para a população em geral, pode gerar o adoecimento de pessoas com comprometimento do sistema imunológico, sendo, portanto, contraindicada.

As cidades recém-afetadas e com amplo adensamento populacional, como as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ainda apresentam um grande número de pessoas sem imunização. Conforme o Sistema Único de Saúde (SUS), esse público já soma mais de 1,8 milhão de pessoas em Mina,s e a vacinação é a maneira mais eficaz e segura de prevenção. Deve-se observar que o Brasil praticava um processo com duas doses na infância, somada a um reforço entre adultos  a cada 10 anos. Porém, a recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de apenas uma dose que gere imunidade duradoura. A eficácia da vacina é de 98%.

Fica a dúvida sobre quem são as pessoas que não podem se vacinar. Como regra geral, não devem ser vacinadas as crianças abaixo de nove meses, idosos acima de 60 anos, gestantes e as pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como quem tem doença reumatológica imunomediada, como artrite reumatoide, lúpus, esclerodermia, vasculites e espondilite anquilosante.  Os indivíduos tratados com imunossupressores devem ter atenção especial e somente ser imunizados com indicação médica.

As pessoas clinicamente estáveis, sem medicamentos, ou em uso apenas de corticoide tópico, podem se vacinar. Quem tem a doença controlada ou levemente ativa em uso de hidroxicloroquina, sulfassalazina, metotrexato ou leflunomida, deve ser avaliado pelo reumatologista para análise.

Quem não pode se vacinar são as pessoas com alta atividade de doença, mesmo que sem medicação no momento, indivíduos com dose de prednisona acima de 20 miligramas ao dia por mais de 14 dias, aqueles que estejam em pulsoterapia com uso de Metilprednisolona e o uso de micofenolato de mofetila, ciprosporina, ciclofosfamida, azatioprina, tacrolimus, entre outros. As pessoas usando inibidores de JAK, como o tofacitinib e/ou  medicamentos imunomoduladores biológicos, como adalimumabe, certolizumabe pegol, etanercepte, infliximabe, golimumabe, rituximab, tocilizumabe, abatacept, ustequinumabe e secuquinumabe, não devem se vacinar.

Indivíduos que ainda iniciarão a terapêutica com essas medicações devem respeitar o intervalo de quatro semanas após a vacinação, e quem já usa a medicação, mas que a suspensão da mesma é necessária para a vacinação, deve respeitar o intervalo de quatro a seis meias-vidas do medicamento, sendo necessária uma avaliação com o reumatologista para calcular esse intervalo. Vale alertar que a prevenção é sempre o melhor remédio. Independentemente do estado vacinal, a recomendação é o uso rotineiro de repelentes e evitar áreas de mata e de floresta.

 


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