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Estado de Minas TEMPORAL EM SP

Cidade atingida por chuva transfere ossadas para abrir vagas em cemitério

Ao todo, região já registra 44 mortos por causa do temporal histórico; estão sendo transferidas ossadas de túmulos antigos que não pertencem às famílias


21/02/2023 14:24 - atualizado 21/02/2023 16:11

Socorristas carregam corpo de vítima localizada sob escombros após chuva histórica
Ao menos 13 vítimas devem ser veladas coletivamente em São Sebastião (foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
A Prefeitura de São Sebastião está fazendo a transferência de ossadas no cemitério municipal para abrir vagas em túmulos para enterrar corpos de vítimas das fortes chuvas que provocaram ao menos 44 mortes no litoral norte de São Paulo, além de deslizamentos de encostas e destruição de casas e trechos de rodovias.

As chuvas históricas que atingiram cidades do litoral desde sábado (18) já deixaram 44 mortos, sendo 43 em São Sebastião e um Ubatuba. Sete corpos (dois homens adultos, duas mulheres adultas e três crianças) já foram identificados e liberados para sepultamento, segundo a Defesa Civil.

O cemitério tinha 44 vagas disponíveis até esta segunda-feira (20), quando os funcionários começaram a preparar a transferência para chegar a 70 vagas liberadas para utilização. Estão sendo transferidas ossadas de túmulos antigos, aqueles que não pertencem às famílias.

O total de pessoas fora de casa, desabrigadas ou desalojadas, chega a 2.500. Os desaparecidos somam 40, mas os números ainda devem aumentar, já que há relatos de que pessoas estariam sob os escombros de estruturas que cederam.

Embora em tese o total de vítimas possa ultrapassar as 70 sepulturas que estão sendo preparadas para as vítimas dos deslizamentos, há casos em que os velórios e enterros serão realizados em outras cidades.

É o caso, por exemplo, segundo a prefeitura, de uma mulher de Pernambuco que morava na Vila Sahy e perdeu filhas e marido na tragédia. O corpo do marido deve ser enterrado em São Paulo, enquanto os corpos das filhas devem ser levados para Pernambuco, estado natal dela.

Ao menos 13 vítimas devem ser veladas coletivamente em São Sebastião, ainda de acordo com a prefeitura. Para isso, é necessário que mais corpos sejam reconhecidos pelas famílias numa funerária local.

O trabalho de resgate é feito por uma força-tarefa com mais de 500 agentes, entre servidores das forças de segurança e equipes do governo estadual, das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Prefeitura de São Sebastião, além de voluntários. Todos seguem empenhados para localização, resgate, salvamento e identificação das vítimas.

Os feridos resgatados nos últimos dias estão sendo transferidos para locais como o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba, que na noite desta segunda tinha 23 vítimas internadas, 5 das quais em estado grave.

Entre os casos críticos está o de um menino de três anos, que foi resgatado domingo (19) na Vila Sahy e levado de helicóptero para o hospital. A unidade suspeita que os pais do garoto tenham morrido na tragédia e tenta localizar familiares.

Os esforços no atendimento às vítimas começaram no domingo e seguem de forma ininterrupta, com o apoio de 53 viaturas do Corpo de Bombeiros, dois cães especializados na busca de pessoas, 31 maquinários, sete helicópteros Águia do Comando de Aviação da Polícia Militar e outras duas aeronaves do Exército.

Segundo o governo do estado, um hospital de campanha da Marinha vai começar a funcionar a partir de quinta-feira (23), após a chegada do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico a São Sebastião.

O objetivo é desafogar os hospitais da região, como o de Caraguatatuba, que estão priorizando casos mais graves.

"São até 300 leitos de enfermaria, contando ainda com profissionais de saúde de ortopedia, clínica médica, traumatologia e psiquiatra, aliviando a pressão e liberando a capacidade dos hospitais aqui da região", disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Outros 180 fuzileiros navais, especializados em resgate e desobstrução de vias, se juntam ao trabalho da Defesa Civil.

 


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