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Estado de Minas PNAD

IBGE: com 14,7% de idosos, população brasileira está mais velha

O índice de brasileiros com mais de 30 anos bateu recorde em 2021, chegando a 56,1% do total da população, de 212,7 milhões de pessoas


22/07/2022 12:27 - atualizado 22/07/2022 14:01

Na foto, fila de idosos
Em números absolutos, o grupo de pessoas com 60 anos ou mais passou de 22,3 milhões para 31,2 milhões, crescendo 39,8% no período (foto: Ernesto Benavides/AFP)
O número de brasileiros com mais de 30 anos bateu recorde em 2021, chegando a 56,1% do total da população, de 212,7 milhões de pessoas. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse percentual teve um aumento de 7,6% em relação a 2012, início da série histórica, o que indica que a população do país está mais velha.

Nesse período, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 11,3% para 14,7% da população. Em números absolutos, o grupo etário passou de 22,3 milhões para 31,2 milhões, crescendo 39,8% no período.

O número de pessoas abaixo de 30 anos passou de 98,7 milhões, em 2012, para 93,3 milhões, no ano passado. Segundo o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto, a queda de participação desta faixa etária indica que as pessoas estão tendo menos filhos. “Essa queda é um reflexo da acentuada diminuição da fecundidade que vem ocorrendo no país nas últimas décadas e que já foi mostrada em outras pesquisas do IBGE”, avaliou.

No entanto, segundo o pesquisador, as estimativas de gênero e classes de idade para o Brasil, por serem alinhadas com as Projeções Populacionais, ainda não incorporam os efeitos da pandemia, como a queda no número de nascimentos e o aumento dos óbitos. “Com os resultados do Censo 2022, esses parâmetros serão atualizados”, afirmou. A coleta da nova pesquisa populacional começa no dia 1º de agosto.

Pessoas pretas e pardas

Entre 2012 e 2021, a participação da população que se declara branca registrou queda de 46,3% para 43,0%. No mesmo período, houve crescimento da participação das pessoas autodeclaradas pretas, que passaram de 7,4% para 9,1%, e pardas, de 45,6% para 47,0%.

Segundo a PNAD Contínua, desde 2015 a maior parte da população residente no país se declara parda. Em 10 anos, a população preta cresceu 32,4% e a parda, 10,8%, ambas com aumento superior ao da população total do país (7,6%). Já a população branca ficou estável.

Regiões

A região Norte tinha a maior concentração dos grupos de idade mais jovens em 2021, com 30,7% da população com menos de 18 anos. Em seguida, vinha o Nordeste (27,3%). Mas tanto o Norte quanto o Nordeste tiveram maior redução da população com essa faixa etária quando comparadas às demais regiões.

As pessoas com 60 anos ou mais estão mais concentradas no Sudeste (16,6%) e no Sul (16,2%). Por outro lado, apenas 9,9% dos residentes do Norte são idosos. Na comparação com 2012, a participação da população idosa cresceu em todas as grandes regiões. Entre os estados, aqueles com maior concentração de idosos são Rio de Janeiro (19,1%) e Rio Grande do Sul (18,6%). Já Roraima tem a menor participação desse grupo etário em sua população (7,7%).

Nesses 10 anos, o Centro-Oeste teve o maior aumento populacional (13,0%), seguido pelo Norte (12,9%). Já o Sudeste, região mais populosa, aumentou seu contingente em 7,3% e passou a concentrar 42,1% da população em 2021. O Nordeste, por outro lado, teve o menor crescimento populacional no período (5,1%) e concentra 27,1% da população do país.


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