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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

Ministério da Saúde deve suspender intervalo entre vacinas da COVID e gripe

A medida foi discutida pela Comissão Técnica do órgão a fim de aumentar a adesão à Campanha Nacional de Imunização contra a gripe


27/09/2021 17:01

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(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O Ministério da Saúde deve suspender, em outubro, o intervalo entre a aplicação das vacinas contra a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, e da gripe. A medida foi discutida pela Comissão Técnica do órgão a fim de aumentar a adesão à Campanha Nacional de Imunização contra a gripe. 

"A Câmara Técnica Assessora de Imunização COVID-19 (Cetai) apresentou um estudo mostrando que não há problema em lançar mão dessa estratégia [de intervalo entre as diferentes imunizações]", explicou o ministro-substituto da Saúde, Rodrigo Cruz - que está no comando da pasta enquanto o ministro Marcelo Queiroga cumpre quarentena nos Estados Unidos - nesta segunda-feira (27/9).
De acordo com Cruz, a expectativa é que uma nota técnica saia nos próximos dias, oficializando a alteração.

Atualmente, a recomendação é de se esperar 14 dias entre cada aplicação."Por enquanto, será só com a vacina da gripe. O PNI [Programa Nacional de Imunização] está avaliando [outras possibilidades]. Essa recomendação foi feita para poder aproveitar que o cidadão vai tomar a sua segunda dose da vacina contra a COVID, já está no posto de saúde e já toma também a dose da gripe", afirmou.

"A gente observa que não houve um comportamento que vinha sendo praticado ao longo dos anos. Teve uma diminuição. O incentivo do ministério é que todos procurem os postos de saúde para que continuem a imunização nas campanhas regulares", concluiu Cruz.

Dose de reforço

A Comissão Técnica do órgão também tem discutido a ampliação da dose de reforço contra a COVID para os profissionais de saúde. A novidade já havia sido anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga, mas ainda precisa ser oficializada em publicação no Diário Oficial da União.

Cruz afirmou que a vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson (J&J), também deve ser incluída nas opções de imunizante para a terceira dose, mas ainda não há um cronograma que assegure a oferta da vacina no Brasil. "Hoje, o que a gente tem disponível para as doses de reforço são as vacinas da Pfizer. São essas que a gente vai disponibilizar. Tão logo a gente tenha o cronograma de entrega de Janssen, elas poderão ser utilizadas como dose de reforço", comentou.

O ministério deve receber o cronograma de entregas oficial da Janssen ainda nesta semana. As entregas das doses, porém, só estão previstas para o o último trimestre do ano.

Estagiária sob supervisão de Lorena Pacheco 


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