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Estado de Minas EM MARCHA LENTA

Sem matéria-prima, Butantan paralisa produção da CoronaVac

IFA só deve chegar no dia 26/6; para entidade, novas entregas da vacina ao governo federal só serão feitas a partir de 15 de julho


18/06/2021 18:55

Produção da CoronaVac pelo Butantan depende de insumos importados(foto: Miguel SCHINCARIOL/AFP- 19/4/21 )
Produção da CoronaVac pelo Butantan depende de insumos importados (foto: Miguel SCHINCARIOL/AFP- 19/4/21 )
Após entregar mais 2,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, as últimas produzidas a partir do lote de insumos recebido ainda em maio, o Instituto Butantan paralisou a produção do imunizante contra a COVID-19, e aguarda o recebimento de mais uma remessa do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado da China. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, o novo carregamento de insumos só deve chegar ao Brasil na próxima semana, em 26 de junho.

“Nós vamos receber agora, no próximo dia 26, portanto na semana que vem, 6 mil litros do IFA, insumo para a vacina CoronaVac, a vacina do Butantan. Isso significa 10 milhões de doses da vacina”, informou Doria na entrega das 2,2 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde.

Ainda segundo ele, o Butantan fará um esforço para tentar reduzir em pelo menos 2 dias o tempo necessário para a produção dessas novas doses. “Lembrando que o Butantan já trabalha 24 horas por dia, em quatro turnos, mas ainda assim Dimas Covas e a sua equipe tentaram antecipar pelo menos em 48 horas”, completou.

Normalmente, o Butantan precisa de cerca de 20 dias para produzir a CoronaVac a partir da chegada dos insumos. A produção da vacina passa pelos processos de envasamento, rotulação e checagem dos lotes. Com a chegada do IFA em 26 de junho, o diretor do instituto, Dimas Covas, acredita ser possível fazer novas entregas da CoronaVac ao governo federal no mês que vem.

"A partir de 15 de julho, nos pretendemos iniciar a distribuição desse lote [de 10 milhões de doses]", informou Covas. Ao todo, o instituto paulista já entregou 52,2 milhões de doses da CoronaVac.


Desde o início da produção do imunizante no país, o Butantan precisou paralisar o processo mais de uma vez devido a falta de insumos, que são importados da China. 


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