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Estado de Minas ALFINETADA

Embaixador da China dá indireta ao Brasil após gafe do Ministério da Saúde

Yang Wanming criticou publicação que não citou a China sobre envio de insumos e citou Confúcio: ''feito para amigos, fiel à sua palavra''


22/05/2021 21:38 - atualizado 22/05/2021 22:00

Jair Bolsonaro e o embaixador Yang Wanming: novo conflito na relação entre Brasil e China(foto: Sérgio Lima/AFP)
Jair Bolsonaro e o embaixador Yang Wanming: novo conflito na relação entre Brasil e China (foto: Sérgio Lima/AFP)
 

 

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, ironizou o Ministério da Saúde na noite deste sábado (22/5) por meio de postagem no Twitter. Ele citou o filósofo Confúcio para criticar o fato de o governo não ter citado o nome do país asiático no post que anunciou a chegada de insumos para produção de 12 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19.


"Confúcio disse, feito para amigos, fiel à sua palavra", escreveu Wanming. O texto foi acompanhado da reprodução da postagem do Ministério da Saúde, com destaque para "insumos do exterior", sem citação direta à China.


Em resposta ao embaixador chinês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, escreveu: “Yang Winming, agradecemos sempre o apoio do senhor nesse momento de dificuldade sanitária. O Ministério da Saúde espera ter sempre a sua parceria para essa e futuras ações”.


 

Histórico


Esse é mais um capítulo da frágil relação entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Xi Jinping.

Os conflitos acontecem mesmo em um cenário no qual o Brasil depende totalmente da potência asiática para receber a matéria-prima para produção das vacinas contra a COVID-19.

Tanto a CoronaVac quanto a AstraZeneca, os imunizantes mais aplicados no país até aqui, dependem do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado na China.

Além disso, China e Brasil, historicamente, são países próximos comercialmente. Também integram, ao lado da Rússia, da Índia e da África do Sul, o grupo de nações emergentes denominado BRICS.

A falta de proximidade entre as partes durante a gestão Bolsonaro motivou a convocação do ex-chanceler Ernesto Araújo à CPI da Covid no Senado Federal.

Mesmo chamando o novo coronavírus de "comunavírus" em artigo publicado no ano passado, Araújo negou ataques direcionados ao país comunista.

Em 5 de maio, o presidente Bolsonaro também citou "guerra química" ao falar da pandemia, em clara alusão à falsa teoria de que o vírus foi criado em laboratório.

Na sequência, perguntou aos presentes qual era o país que mais cresceu economicamente durante a crise sanitária, ligando a China à conspiração.


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