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Estado de Minas SÃO PAULO

COVID-19: variante identificada em Sorocaba pode ter origem local

Centro de Contingência da COVID de SP garante que a cepa, semelhante à da África do Sul, ainda não representa um perigo alarmante


31/03/2021 15:19 - atualizado 31/03/2021 18:09

Variantes foi encontrada em uma paciente de 34 anos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Variantes foi encontrada em uma paciente de 34 anos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O diretor do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, Paulo Menezes, afirmou nesta quarta-feira, 31, que uma nova variante do coronavírus foi identificada em Sorocaba, no interior do Estado.

O material genético do vírus foi analisado e, embora seja semelhante à variante sul-africana, não foi descartada a chance de ser uma nova cepa. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, "também existe a possibilidade de que seja já uma evolução da nossa P1 em direção a essa nova mutação da África do Sul".

A cepa foi detectada em uma mulher de 34 anos, que apresentou um quadro leve da doença. Ela não tinha histórico de viagens recentes. As variantes do Reino Unido e de Manaus também já foram detectadas no município.

 

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Membros do Centro de Contingência da Covid, do governo de São Paulo, afirmaram durante coletiva nesta quarta-feira, 31, que a nova variante do coronavírus ainda não representa um perigo alarmante.

 

 

Na avaliação apresentada, a mutação identificada seria similar àquela registrada na África do Sul, mas informações preliminares apontam para a possibilidade de que ela seja uma evolução natural da variante brasileira P.1.


"Precisamos determinar qual a real incidência desta nova variante, porque até o momento é um caso no universo de pandemia da P.1. Se for só um [caso], são as medidas que estão em andamento. Fora isso, é o acompanhamento genômico e sequenciamento para acompanhar o surgimento dessas novas variantes, o que é esperado para esse momento", afirmou Dimas Covas.

A paciente na qual a mutação foi identificada não viajou à África do Sul ou teve contato com qualquer pessoa daquela região, o que fortaleceria a tese de que a variação é uma evolução da P.1. Também foram encontradas "assinaturas" da cepa original do coronavírus, o que indicaria uma origem local da variante.

Ainda na semana passada, pesquisadores da Fiocruz alertaram para a circulação de novas mutações da COVID-19 no país, mas em uma quantidade pequena das amostras, o que não configuraria ainda o surgimento de novas variantes. "Vale ressaltar que as novas mutações foram, até o momento, detectadas em baixa frequência, apesar de encontradas em diferentes Estados", afirmou a virologista Paola Cristina Resende.

De acordo com Covas, a situação da paciente de Sorocaba e dos familiares tem sido acompanhada pela Secretaria de Saúde e pela Vigilância Sanitária. Ainda não se sabe qual seria o grau de contágio, transmissão e letalidade da nova variante. 


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