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Estado de Minas COVID-19

Associação Médica: cloroquina e ivermectina devem ser banidas para COVID-19

Documento assinado pela Associação Médica Brasileira (AMB) pede que medicamentos sem comprovação científica não sejam utilizados em qualquer estágio da COVID-19


23/03/2021 15:26 - atualizado 23/03/2021 16:08

Uso de hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e outras drogas sem eficácia comprovada no tratamento da COVID-19 devem ser banidas, segundo AMB(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Uso de hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e outras drogas sem eficácia comprovada no tratamento da COVID-19 devem ser banidas, segundo AMB (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou uma nota, nesta terça-feira (23/03), afirmando que a utilização de remédios como hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectinarecomendados pelo presidente Jair Bolsonaro, deve ser banida em qualquer fase de tratamento da COVID-19, já que são medicamentos sem comprovação científica para tal.

No boletim do ‘Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 (CEM COVID AMB)’ a entidade faz diversos alertas sobre falta de leitos para internação, escassez de remédios para intubação e o número de mortes no Brasil, que entre os dias 15 a 21 de março representaram 25% das mortes mundiais. Já são quase 300 mil vidas perdidas pela COVID-19
 
A gravidade da situação brasileira é o motivo do boletim, que foi separado em 13 tópicos e abordando “orientações aos pacientes de todo o Brasil, em particular sobre a importância da prevenção, para esclarecimentos sobre condutas aos médicos, e para conclamar as autoridades responsáveis à urgente resolução de casos que exclusivamente delas dependem”, diz a nota.

Para a entidade, o controle da propagação do vírus só poderá acontecer com a vacinação em massa e, enquanto não há um calendário consistente que englobe toda a população, a AMB reforça a “necessidade do isolamento e de normativas de lockdown por regiões críticas, para conter o crescimento da curva de casos e de mortes”, principalmente por causa da variante P1, que já circula em diversas regiões do país e possui capacidade de transmissão maior que o vírus original.

Além das recomendações de distanciamento, uso de máscara, higiene de mãos e superfícies, a AMB frisou que o uso de medicamentos sem eficácia comprovada deve ser banido: “Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida”. 

As ações não devem ser isoladas para conter a pandemia no país, segundo o boletim: “ O Brasil requer ações unificadas e coordenadas de combate a COVID, dos governantes das esferas federal, estadual e municipal incluindo ações coordenadas de todos os ministérios, e gestores públicos e privados da saúde, sem qualquer resquício de ideologias e interesses políticos”. 

O trabalho do Ministério da Saúde também é lembrado pela entidade. Chegando ao quarto ministro em um ano de pandemia, a AMB faz votos ao médico cardiologista, Marcelo Queiroga, que tomou posse do cargo nesta terça (23/03): “Firmamos votos especiais ao novo Ministro da Saúde. Os brasileiros almejam que vossa gestão ecoe e se guie exclusivamente pela voz da Ciência; que seja um exemplo de independência na implantação de políticas/medidas consistentes e necessárias à resolubilidade e qualidade do sistema; de conduta ética; de compromisso com a melhor Medicina; e, acima de tudo, com a saúde de todos os cidadãos”. 

*Estagiária sob supervisão do subeditor João Renato Faria


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