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Estado de Minas PROTESTO

Empresários fazem manifestação em frente a casa do governador de Brasília

Na manhã deste domingo (28/2), representantes de diferentes setores produtivos da capital se reuniram em frente à casa de Ibaneis Rocha contra o lockdown


28/02/2021 12:50 - atualizado 28/02/2021 13:23

Com faixas e cartazes, empresários pediram a retomada das atividades econômicas(foto: Carlos Vieira:CB/DAPress)
Com faixas e cartazes, empresários pediram a retomada das atividades econômicas (foto: Carlos Vieira:CB/DAPress)
Descontentes com as recentes decisões tomadas pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, empresários de Brasília se mobilizaram na manhã deste domingo (28/2) em uma manifestação em frente à casa do chefe do Executivo local, no Lago Sul.



Com cartazes, faixas e camisetas, representantes de diferentes setores produtivos pediam o fim do decreto que determinou o lockdown na capital.O empresário Tiago Oziel de Paiva, à frente do movimento #lockdownnodfnão, pontuou que os setores da economia estão sendo muito afetados pelo novo decreto do governador, sobretudo, as empresas pequenas.

"Também trabalho com muitos outros empresários da cidade e já vi muitos quebrarem com o primeiro fechamento . Não aceitamos essas medidas. Não aceitamos que qualquer tipo de estabelecimento seja fechado. Não existe comprovação científica da eficácia do lockdown e exigimos outras medidas por parte do governador", afirmou. Tiago questiona sobre o hospital de campanha do Mané Garrincha e a aplicação do dinheiro para a abertura de leitos de UTI na rede de saúde do DF.

Além de representantes de diferentes setores e ambulantes, participam da mobilização a deputada federal Bia Kicis e a deputada distrital Júlia Lucy.
 
Apesar das orientações sanitárias contra a disseminação do novo coronavírus, os manifestantes estavam aglomerados e muitos não usavam corretamente a máscara de proteção.
 
Para esta segunda-feira (1/3), outra manifestação está marcada para ocorrer em frente ao Palácio do Buriti.
 

Restrições

 
No sábado (27/2), após reunião com o secretariado, Ibaneis Rocha pontuou que as medidas visavam coibir as aglomerações e foram tomadas diante do agravamento da crise sanitária no DF, com a elevada taxa de ocupação dos leitos. "Tivemos que mandar um recado forte à sociedade que, pelo que parece, não acredita mais que a covid-19 vai se espalhar, e ela está se espalhando em um nível muito rápido", disse.

Enquanto isso, a ocupação de leitos nas unidades de terapia intensiva (UTI), reservadas para pacientes com o novo coronavírus, está sendo feita de forma muito rápida. A cada liberação de novos leitos, em menos de 24h, as vagas são ocupadas. Na sexta-feira (26/2), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal abriu sete leitos no Hospital de Samambaia, que estava com o índice em 100% de lotação para UTI covid. 

No sábado (27/2) pela manhã, as sete unidades de terapia intensiva liberadas estavam todas ocupadas. No Hospital da Asa Norte (Hran), 20 leitos foram abertos. Porém, na manhã deste domingo (28/2), não existia mais vagas e dois estavam bloqueados para manutenção.


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