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Estado de Minas COVID-19

Com um óbito a cada 6 minutos, São Paulo fecha o comércio

Governo do estado anunciou que a medida valerá até 7 de fevereiro


23/01/2021 04:00 - atualizado 23/01/2021 09:14

''Sem vida, não há economia. Sem existência, não há processo econômico que sobreviva'' - João Doria (PSDB), governador de São Paulo(foto: NELSON SÁ /AFP)
''Sem vida, não há economia. Sem existência, não há processo econômico que sobreviva'' - João Doria (PSDB), governador de São Paulo (foto: NELSON SÁ /AFP)
Brasília – O governo de São Paulo anunciou restrição de funcionamento do comércio até 7 de fevereiro devido ao aumento de casos de COVID-19 no estado. A partir de segunda-feira, bares e restaurantes deverão fechar às 20h e poderão reabrir às 6h do dia seguinte. Nos próximos dois fins de semana (30 e 31 de janeiro e 6 e 7 de fevereiro), a restrição será de 24 horas.

Sete regiões do estado foram colocadas na fase vermelha, a mais restritiva, envolvendo 22% da população. O restante (78% da população) está na fase laranja. Todas elas sofrerão com as limitações de horário de funcionamento de comércios à noite e nos fins de semana. Apenas as atividades essenciais poderão funcionar nesses períodos.

Segundo o coordenador-executivo do Centro de Contingência contra COVID-19, João Gabbardo, o estado registra, neste momento, um óbito a cada seis minutos. “O tempo que demoramos para tomar as medidas necessárias vai significar óbitos nessa velocidade”, afirmou. Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen disse que, mantido o comportamento da população visto nas últimas semanas, os leitos das unidade de terapia intensiva (UTI) para COVID-19, no sistema de saúde, estariam totalmente ocupados em 28 dias.

Em pronunciamento antes de anunciar as medidas, o governador João Doria (PSDB) fez apelo a empresários. “Sem vida, não há economia. Sem existência, não há processo econômico que sobreviva. Precisamos, primeiro, cuidar das pessoas, para que possam ir a restaurantes, bares, parques”, afirmou. Doria ressaltou que o aumento de casos em Manaus, cujo sistema de saúde entrou em colapso, com pessoas morrendo por asfixia nos hospitais por falta de oxigênio, começou após setores econômicos pressionarem o governo local pelo fim da quarentena.

“E o resultado disso? O aumento intenso de pessoas infectadas e, lamentavelmente, de pessoas que foram a óbito. São Paulo não vai ceder; vai proteger. Aqui nós temos compaixão, temos compreensão. Nós obedecemos à razão, e a razão está na ciência, na medicina, na saúde”, afirmou. Houve manifestação de empresários contra o anúncio mais restritivo do governo.

LEITOS 


Além das medidas mais restritivas, SP trabalha com a abertura de leitos para poder sustentar o aumento das demandas neste início de 2021. Foram 756 novas vagas abertas em hospitais estaduais, sendo 450 de enfermaria e 306 de UTI. Além disso, o hospital de campanha de Heliópolis foi reativado para enfrentar a segunda onda da pandemia, com retorno de operação de 24 leitos de UTI. “Esse conjunto de medidas vai reforçar o sistema de saúde e garantir o atendimento a todos. São medidas necessárias enquanto não temos a quantidade de vacinas necessária para imunizar todos os brasileiros”, disse Doria.

Desde o início da pandemia, São Paulo, quantitativamente, é a unidade da Federação mais afetada pela pandemia, com mais de 1,67 milhão de casos e 51 mil mortes. Em janeiro, a doença voltou a crescer e, na comparação dos 21 primeiros dias deste mês com o mesmo período de dezembro, o incremento foi de 42% nos casos e de 39% nas mortes. As taxas de ocupação hospitalar também continuam aumentando e estão na faixa de 70%.


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