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Estado de Minas GOIÁS

Sem máscara, Bolsonaro cumprimenta apoiadores em Caldas Novas

Presidente participou da solenidade de inauguração do Parque de Usina de Energia Fotovoltaica ao lado do governador Ronaldo Caiado


29/08/2020 15:06

(foto: Reprodução / Redes Sociais)
(foto: Reprodução / Redes Sociais)
O presidente Jair Bolsonaro continua com a agenda de viagens pelo país. Neste sábado (29/08), o chefe do Executivo desembarcou em Caldas Novas (GO) e repetiu o gesto de, sem o uso de máscara, cumprimentar apoiadores em meio a aglomeração com apertos de mãos e tapinhas nos ombros, além de tirar selfies.

Em seguida, Bolsonaro participou da solenidade de inauguração do Parque de Usina de Energia Fotovoltaica ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado e do prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal.

Durante o discurso, Bolsonaro ressaltou que o governo não permitirá a taxação do Sol. “Eu vou fazer justiça. Quem estava decidindo isso era a Aneel e as agências, meus amigos, eles são independentes e as suas decisões têm que ser cumpridas. Eu procurei o presidente da Câmara e falei que caso a Aneel viesse a taxar o Sol, eu não poderia fazer nada, mas o Congresso poderia, e tive o apoio do presidente da Câmara naquele momento”.

O presidente lembrou ainda uma viagem feita à China, na qual comprou uma correntinha feita de nióbio e ressaltou que o Brasil possui 98% do minério, a maior quantidade do mundo. Bolsonaro apontou que o material também é estudado para a confecção de super baterias.

No meio da fala, Bolsonaro pediu que os aplausos dados na cerimônia fossem direcionados aos 23 ministros do governo, sem destacar algum em específico. “São pessoas excepcionais, escolhidas pelo critério técnico. Não foi fácil escolhê-los dessa maneira por pressões outras, mas que agora deram retorno”.

Bolsonaro disse também que tem feito o possível com “os poucos recursos do país” e que prorrogará até o final do ano o auxílio emergencial, ainda sem um valor definido, mas que deverá ficar em R$ 300.

“Temos restrições orçamentárias bastante sérias. Aqueles que recebem o auxílio quero dizer uma coisa. Quando apareceu a pandemia os primeiros prejudicados foram os informais, os invisíveis. Nós criamos o auxílio emergencial por três meses, depois prorrogamos por mais dois completando cinco. Sabendo da necessidade, é pouco para quem recebe, mas muito para quem paga. O Brasil gasta por mês R$ 50 bilhões. Pretendemos, com valor menor, prorrogá-lo até o final do ano e fazer com que a economia volte a sua normalidade e, se Deus quiser, isso acontecerá”, completou, na oitava visita a Goiás.

Cloroquina

O presidente Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina como tratamento contra o coronavírus. Segundo ele, a medicação, que não possui comprovação científica de eficácia, “é uma realidade” e que cabe ao médico decidir sobre sua prescrição e não a governadores ou prefeitos.

O mandatário lembrou que pelas passagens pelo estado, uma delas foi para almoçar com o músico Amado Batista. Por fim, Bolsonaro agradeceu a acolhida na cidade.

O governador Ronaldo Caiado também discursou no evento e elogiou o trabalho do presidente. Ele destacou que Bolsonaro "conseguiu governar com o apoio da população brasileira", fato considerado inédito por ele.


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