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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Em primeira coletiva, Teich critica projeções de longo prazo sobre pandemia

Novo ministro da Saúde defendeu informações de curto prazo sobre a COVID-19 e afirmou que 'ação rápida' é essencial neste momento


postado em 22/04/2020 18:00 / atualizado em 22/04/2020 19:09

(foto: Reprodução/TV Brasil )
(foto: Reprodução/TV Brasil )
ministro da Saúde, Nelson Teich, criticou projeções matemáticas do comportamento da COVID-19 no longo prazo. Teich citou um estudo da universidade britânica Imperial College, que previa 1 milhão de mortes no Brasil, caso nenhuma medida fosse tomada, e 44 mil óbitos com medidas de contenção. Ele participou nesta quarta-feira (22) da entrevista coletiva do governo federal sobre o coronavírus pela primeira vez. 

 
Confira a íntegra da coletiva do governo federal desta quarta-feira (22/4) 
 

 

 

ALARMISMO 

“Isso não existe, uma medida que reduz tanto o número de mortes. Quando você conhece pouco uma coisa, não consegue prever o que vai acontecer. A gente vê que todas as projeções no longo prazo estão errando”. O ministro disse que o modelo matemático pode estar certo, mas que seria importante trabalhar dados que, em sua visão, reflitam a realidade. Teich afirmou ainda que divulgar números “alarmantes” contribui para aumentar o medo da sociedade. 

 

Teich defendeu que é preciso ter informação sobre a pandemia no curto prazo. Ele argumentou que a diferença está em saber interpretar os dados e agir rapidamente para fazer os ajustes necessários nas medidas de combate ao vírus. “Não tem fórmula mágica. A gente tem que saber usar com sabedoria o que tem na mão”, afirmou. 

 

Quanto aos testes em massa, Teich afirmou que importa mais testar as “pessoas certas” e interpretar corretamente a informação do que necessariamente a porcentagem da população que está sendo testada. 

 
QUARENTENA RELAXADA 

Teich detalhou uma diretriz, ainda a ser elaborada totalmente pelo ministério, que vai servir de referência para estados e municípios eventualmente relaxarem o distanciamento. Segundo Teich, o projeto deve ser apresentado de forma completa na próxima semana. Perguntado se há alguma região ou cidade do país que dá sinais de que já pode começar a voltar ao normal, o ministro disse que ainda não é possível apontar isso. Porém, ele listou quais variáveis serão levadas em consideração para elaborar essa diretriz. O Supremo Tribunal Federal (STF), porém, estabeleceu que estados e municípios têm autonomia para definir o tipo de isolamento que avaliarem como adequado.

 

O chefe da pasta da Saúde afirmou que a diretriz vai informar a necessidade de retomar as medidas de isolamento social, caso seja necessário. Teich defendeu que esse trabalho deve ser compartilhado entre o governo federal, os estados e os municípios.  

 

Teich afirmou que é preciso analisar a situação de cada região do Brasil. “A gente tem que entender que o Brasil é gigante e heterogêneo. A diretriz tem que ser customizada para cada região”, disse. O ministro da Saúde explicou que entram no cálculo da possibilidade de flexibilização: o número de casos da COVID-19 que devem surgir, somados aos casos anteriores, além da estrutura de leitos nos hospitais e disponibilidade de profissionais de saúde. 

 

Por fim, Teich anunciou que, desde o dia em que assumiu o ministério, a pasta já distribuiu respiradores para o Ceará, o Amazonas e o Rio de Janeiro. O ministro anunciou que as coletivas técnicas, que são feitas ao lado de outros integrantes da pasta, serão retomadas na semana que vem. 


Também participaram da coletiva de imprensa desta quarta-feira o ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o ministro chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Como convidado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também participou da coletiva, realizada no Palácio do Planalto.  


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