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Mega-Sena: entenda como aumentar suas chances de ganhar

Na semana em que um grupo de assessores do PT faturou R$ 120 milhões na principal loteria do país, o Estado de Minas conversou com um matemático para entender quais são as reais chances de tirar a sorte grande


postado em 20/09/2019 18:15 / atualizado em 20/09/2019 19:17



É matematicamente comprovado: ganhar na Mega-Sena com aposta feita em bolão é mais fácil que enriquecer a partir de uma aposta simples. Na semana em que um grupo de assessores do PT faturou R$ 120 milhões na principal loteria do país, o Estado de Minas conversou com um matemático para entender quais são as reais chances de tirar a sorte grande.

O que a ciência dos números tem a nos dizer não é tão animador. A probabilidade de você acertar os números premiados com um bilhete de seis dezenas é uma em 50 milhões, enquanto a chance de ser atingido por um raio é uma em 1,5 milhão. Ou seja, é 33 vezes mais fácil um raio cair na sua cabeça que você escalar os degraus da riqueza.

Saiba que também é mais provável conseguir ser canonizado. As chances de se tornar um santo é de uma em 20 milhões. “Se uma pessoa jogar durante 50 anos em todos os sorteios da Mega-Sena, ela teria participado de 5 mil sorteios. Neste período, ela pode ganhar uma, duas, três, 100 vezes, mas a chance de jamais ganhar na Mega-Sena em 50 anos é na ordem de 99,99%”, explica Gilcione Nonato Costa, matemático da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mas, seja otimista. Você já conseguiu um feito mais difícil do que ganhar na loteria: nascer. A chance de fecundação é uma em 300 milhões, aproximadamente seis vezes mais difícil que ser premiado. Mas, como somos seres esperançosos, nos apegamos ao 0,01% de chance de ganhar. Então, vamos entender como a matemática pode ajudar a calibrar a pontaria da sorte.
 
Três perguntas para Gilcione Nonato Costa, matemático da UFMG

Jogar no bolão aumenta as chances de ganhar na loteria?

Quando uma pessoa faz uma aposta simples, ela vai ter a chance de uma em 50 milhões. Se ela forma um grupo de 10 pessoas, cada um gastando R$3,50, passaria de 1 em 50 milhões para 1 em 5 milhões. Então o bolão realmente aumenta suas chances.

Jogar os números mais sorteados é uma boa tática?

Não, não aumenta. A longo prazo, seria mais indicado escolher os menos sorteados porque esses vai se ter certeza que um dia vão sair para equilibrar o jogo. Mas esse a longo prazo pode significar toda a sua vida.

É melhor apostar toda semana ou investir tiro em concurso só?

Se uma pessoa joga uma aposta simples a cada sorteio, então ela gastaria por ano em torno de R$ 350. Se essa pessoa jogasse esta mesma quantia em um único sorteio, ela teria muito mais chances. Isso se deve porque ele acumula todas as possibilidades em um único sorteio.

A primeira loteria do Brasil surgiu em Minas

A primeira loteria brasileira foi criada em Vila Rica, atual Ouro Preto, em 1784. Com o dinheiro, construíram a primeira Casa de Comércio e a cadeia de Vila Rica. Já naquela época, a aposta se popularizou e foi preciso estabelecer um regulamento. As regras foram oficializadas em 27 de abril de 1844, por dom Pedro II.

Com o avançar das décadas e das apostas, o governo federal viu a oportunidade de controlar esse serviço. Em 1961, Jânio Quadros determinou que o governo fosse o responsável por todas as loterias e apostas no país. Um ano depois surgiu a primeira loteria vendida pela Caixa. Muitos cassinos e casa de jogos fecharam as portas depois disso. 

O primeiro sorteio da Mega-Sena foi realizado em 11 de março de 1996. A promessa da época era que o ganhador levasse a bolada de R$ 1,7 milhões. O primeiro ganhador teve seu bilhete da sorte comprado na cidade de Salvador (BA).

Para onde vai o dinheiro da Mega-Sena?

O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não vai totalmente para o ganhador. O prêmio bruto corresponde a 46% da arrecadação. E, dessa porcentagem, a maior parte vai para os acertadores dos seis números sorteados, a sena. A outra parcela é distribuída para os acertadores da quina, quadra e outras modalidades do prêmio.

Os outros 54% da arrecadação são repassados ao governo federal para investimento. Segundo a Caixa, são aplicados nas áreas da saúde, educação, segurança, cultura e esporte.

* Estagiária sob supervisão do subeditor Rafael Alves

(foto: Arte/Fred Bottrel)
(foto: Arte/Fred Bottrel)



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