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Estado de Minas

Falso pastor que atraía e estuprava adolescentes é preso em Brasília

O suspeito, Gilmar Oliveira dos Santos, 36 anos, levava as vítimas para a própria casa. Ao menos cinco casos de abuso sexual contra menores foram confirmados


postado em 18/06/2019 11:34


(foto: Reprodução/Pixabay)
(foto: Reprodução/Pixabay)
Se passando por pastor, Gilmar Oliveira dos Santos, 36 anos, atraiu para a própria casa ao menos 15 adolescentes de dentro de igrejas do Paranoá e Itapoã, em Brasília. O falso religioso se intitulava 'pai' e 'anjo Eric' e conquistava a confiança, subornava e usava da fé das vítimas para cometer abusos sexuais. Ao menos cinco estupros contra menores foram confirmados pela Polícia Civil do Distrito Federal, que prendeu o suspeito nessa segunda-feira (17/6). 

As apurações, comandadas pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), começaram no início deste mês, após uma denúncia feita por um pastor de uma das igrejas que Gilmar passou a frequentar. "O denunciante recebeu uma carta revelando a intenção de suicídio de uma das vítimas e contando os abusos sofridos por ela, uma menina de apenas 11 anos. O pastor já estranhava o comportamento de Gilmar", detalha a delegada-chefe da 6ª DP, Jane Klebia. 

Após a denúncia, os agentes começaram a investigar o caso e conseguiram um mandado de prisão preventiva a partir das provas. No apartamento do suspeito, nomes das vítimas estavam escritos na parede. "Ele estava formando uma espécie de seita, fazendo com que essas crianças parassem de frequentar a igreja para ir orar e cantar na casa dele. Ele dava nomes de anjos para cada um dos adolescentes e se reunia com eles em grupo apenas nos momentos de celebração. Os abusos eram cometidos de forma separada", detalha Jane. 

O suspeito dava dinheiro, presentes, lanches e oferecia videogame aos meninos, que, para jogar, precisavam frequentar a casa dele. Para praticar os abusos, alegava receber ordem de anjos e conquistava com a conversa diversas vítimas. À procura dos alvos em potencial, Gilmar peregrinava de igreja em igreja, se infiltrando como pastor e mudando de local quando alguém desconfiava. Segundo Jane Klebia, em uma ocasião, o preso "quase foi linchado pelo pai de uma adolescente que suspeitou da conduta do falso pastor".
 
A delegacia recebeu várias famílias que levaram os filhos para depor depois de saberem dos abusos. Os investigadores acreditam que, após a prisão do autor e divulgação do caso, novas vítimas apareçam para prestar depoimentos e pedem a divulgação da imagem dele. Por isso, ainda não há como precisar quantos adolescentes foram vítimas do falso pastor.

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