Publicidade

Estado de Minas

Repórter gaúcha denuncia caso de assédio sexual durante jogo da Libertadores

Nas redes sociais, jornalista afirma que dois torcedores tentaram beijá-la à força, na quarta-feira, durante o duelo entre Internacional e River Plate, pela Libertadores. Agressores podem ser punidos pelo time brasileiro


postado em 06/04/2019 11:54 / atualizado em 06/04/2019 12:02

(foto: (foto: Reprodução/Twitter))
(foto: (foto: Reprodução/Twitter))
Após ser vítima de assédio sexual durante a cobertura de uma partida de futebol, a repórter Laura Gross fez um desabafo raivoso, nessa quinta-feira, no Twitter. A jornalista cobria o jogo entre Internacional x River Plate, pela Libertadores, para a Rádio Guaíba, no Rio Grande do Sul, quando um torcedor tentou beijá-la à força. O caso aconteceu na última quarta-feira, no estádio Beira-Rio (RS). "Perdemos como seres humanos, humanidade e como sociedade", disse a jovem, na rede social. 
 
Segundo a vítima, o homem estava acompanhado de um amigo na hora do ataque, e ambos teriam dito que não poderiam ir embora "sem aproveitar", se referindo a ela. Laura atesta que os homens a abordaram pedindo para dar uma entrevista, mas ao se aproximar, um deles começou a "cantar" a profissional.


"Tentei, de início, ouví-los e não ser arrogante, nem demonstrar medo. Mas depois um deles veio em minha direção, segurou minha cabeça e tentou me dar um beijo à força", destaca. Imediatamente, ela solicitou que o homem parasse, mas, sem sucesso, o torcedor insistiu no assédio. "Foi quando eu empurrei a cara do desgraçado com meu cotovelo e gritei mandando ele sair, que eu não queria beijo", relatou Laura, na própria rede social.

Laura fez diversos posts, xingando os agressores e reclamando da falta de respeito com as mulheres. Em uma das últimas publicações, a jornalista lutará para que casos como esse não se repitam. "Eu não quero me fazer de vítima. Eu não quero ser vítima. Eu não quero que ninguém seja vítima. Eu quero que os homens parem", declara. 

Clube se manifesta 

Os agressores foram identificados. Segundo o presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, a denúncia será encaminhada à ouvidoria do clube para abertura de processo disciplinar, que pode resultar aos suspeitos a exclusão do quadro social do clube, ou seja, ambos podem ser proibidos de assistir aos jogos do time no Beira-Rio. Medeiros disse, ainda, que o Inter lamenta e repúdia qualquer ato que tenha atitude agressiva.
Violência sexual no Brasil 
 
Ao Correio, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmou que, em 2018, cerca de 4.491 ocorrências foram registradas através do 180 (Central de Atendimento a Mulher), constando algum tipo de violência sexual. Em 2017, foram 3.696 casos. Neste ano, só nos dois primeiros meses, são 423 ocorrências do tipo.

A pasta diz que é prioridade, agora, é elaborar políticas públicas para o combate à violência contra a mulher. "O enfrentamento dessas violências é uma das questões prioritárias e centrais nas políticas públicas de direitos humanos da gestão", disse o ministério, por meio de nota. 


Publicidade