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Estado de Minas

Neto de Lula não morreu de meningite, diz laudo médico

Informe da Prefeitura de Santo André afirma que a doença foi descartada, mas não revela verdadeira causa da morte


postado em 02/04/2019 13:40 / atualizado em 02/04/2019 13:54

(foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)
(foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)
A Prefeitura de Santo André descartou que Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenha morrido de meningite, conforme chegou a ser informado pelo Hospital Bartira. A criança de sete anos foi levada às pressas à unidade de saúde por volta das 7h20 de 1° de março, com febre, enjoo e dores abdominais. 
 
À época, o hospital informou que Arthur morreu "devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica", às 12h36. Em nota divulgada pela prefeitura, um exame realizado no mesmo dia deu negativo para meningite. A Secretaria de Saúde de Santo André encaminhou os testes para o Instituto Adolfo Lutz, que também descartou a doença. 
 
"As investigações foram finalizadas pela Secretaria de Saúde de Santo André, por intermédio do Departamento de Vigilância à Saúde, e segundo os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococcemia", informa a nota. Arthur é filho de Marlene de Araújo Lula da Silva e Sandro Luiz Lula da Silva, um dos filhos de Lula. 
 
A Prefeitura, porém, ainda não informou qual a causa da morte. "Todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. Informações adicionais relacionadas ao caso dependem de autorização expressa da família da criança", afirma o texto. 
 

Visita 

O ex-presidente, preso deste 7 de abril de 2018, foi autorizado a comparecer ao velório do neto, sob a condição de não fazer declarações públicas. A amigos e familiares, Lula disse que iria provar ao neto que não era ladrão. 


Confira a nota da Secretaria de Saúde de Santo André na íntegra

Conforme amplamente noticiado, no dia 1°/03/2019 recebemos por volta das 14h20 a notificação de nº 5968951, informando que o paciente A.A.L.S, de 7 anos de idade, deu entrada no Hospital Bartira às 7h14 do dia 1°/03 com cefaleia, febre, mialgia, exantema, cianose, náuseas e dores abdominais. Evoluiu com confusão mental e o paciente veio a óbito por volta das 12h. O Hospital informou na notificação que o motivo do óbito foi meningococcemia (meningite). Apesar da notificação, o resultado do exame de líquor realizado no mesmo dia pelo próprio Hospital Bartira, acusou bacterioscopia negativa.

Em face dessa constatação, na mesma data, a Secretaria de Saúde de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, encaminhou as amostras de sangue e líquor coletadas no Hospital para análise e confirmação do Instituto Adolfo Lutz, que normalmente emite os resultados no prazo de 15 a 30 dias. Além de encaminhamento das amostras, realizamos esquema profilático dos comunicantes (pessoas com contato íntimo por mais de quatro horas diárias com o paciente nos últimos sete dias). Devido ao fato do paciente estudar em São Bernardo do Campo, a Vigilância Epidemiológica do referido município foi comunicada para que as medidas de profilaxia cabíveis fossem tomadas na escola, o que devidamente ocorreu.

As investigações foram finalizadas pela Secretaria de Saúde de Santo André, por intermédio do Departamento de Vigilância à Saúde, e segundo os resultados dos exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, foram descartadas: meningite, meningite meningocócica e meningococcemia.

Todos os procedimentos de proteção e profilaxia dos comunicantes foram realizados seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. Informações adicionais relacionadas ao caso dependem de autorização expressa da família da criança.”
 


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