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Estado de Minas

Conselho tutelar vai a condomínio em que criança foi atacada por adultos

Pai de outro menino segurou criança para que o filho a socasse no rosto. Depois, a mulher do agressor jogou a vítima no chão


postado em 13/12/2018 10:58 / atualizado em 13/12/2018 11:09

O circuito de segurança do condomínio registrou toda a situação. Nas imagens é possível ver um menino jogando bola, caindo no chão e deixando a quadra. Ele não foi empurrado ou agredido(foto: Reprodução )
O circuito de segurança do condomínio registrou toda a situação. Nas imagens é possível ver um menino jogando bola, caindo no chão e deixando a quadra. Ele não foi empurrado ou agredido (foto: Reprodução )
Conselheiros tutelares do Distrito Federal estão em um condomínio em Brasília, onde um menino de 6 anos foi agredido por adultos e por outro menino da mesma idade. A confusão aconteceu na tarde de domingo (9/12), quando um casal foi tirar satisfação com a vítima, por pensar que ela havia agredido o filho deles. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).



O circuito de segurança do condomínio registrou toda a situação. Nas imagens é possível ver um menino jogando bola, caindo no chão e deixando a quadra. Ele não foi empurrado ou agredido. Na sequência, o pai dele vai até o local, segura o outro garoto, que ele julgava ser agressor do filho e ordena que a criança soque o rosto da vítima.

Lucinete Ferreira de Andrade informou que a equipe pretende identificar a vítima e os supostos agressores. "Após isso, faremos uma representação contra os responsáveis no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e na Vara da Infância e da Juventude. O conselho tem essa prerrogativa de defesa de menores", explica.

"A tia da vítima fez um boletim de ocorrência na DPCA e a Polícia Civil está investigando. Mas não tínhamos sido acionados até então", completou a conselheira. Além de ir à casa da família do garoto agredido, a equipe também  irá ao apartamento dos avós do filho dos agressores. "Temos esse direito garantido por lei quando envolve algum ato contra criança ou adolescente", afirma Lucinete.

O Conselho Tutelar considerou que a situação não é apenas uma agressão à vítima, mas também à criança que foi obrigada a agredir o sobrinho de Jucineia. “Faremos uma representação o mais rápido possível, ainda mais porque seu sobrinho não mora no Distrito Federal. O Conselho Tutelar da Bahia também acompanhará a situação, caso seu sobrinho precise de algum atendimento lá”, frisou Lucinete. A punição pode caracterizar multa e até prisão dos supostos autores.

No prédio, a movimentação de pessoas é intensa acompanhando o trabalho do Conselho Tutelar. Profissionais da imprensa também estão posicionados no condomínio. Jucineia destaca que há comoção por parte dos moradores e que no domingo (16/12) ocorrerá um ato pedindo paz.

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