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Estado de Minas GERAL

Acidente justifica diagnóstico de pontes e viadutos, diz presidente do TCM


postado em 22/11/2018 16:41

O presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), João Antônio da Silva Filho, disse nesta quinta-feira, 22, que o acidente no viaduto na Marginal do Pinheiros justifica uma ação organizada da Prefeitura de São Paulo para fazer um diagnóstico das pontes e dos viadutos da capital. O prefeito Bruno Covas (PSDB) tenta aval do TCM para contratar, de forma emergencial (sem licitação), empresas para fazerem essa análise de todas as estruturas. No feriado do dia 15, parte de um viaduto cedeu, na zona oeste.

"Ao Tribunal de Contas agora cabe acompanhar a execução contratual. Já existe um ato do prefeito e do secretário contratando a empresa para cuidar da questão emergencial", afirmou Silva Filho, sobre a obra. O presidente do TCM e o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Vitor Aly, fizeram nesta quinta-feira uma vistoria técnica na estrutura.

Silva Filho também disse que o órgão vai analisar se há emergência para obras nas demais estruturas da capital. "Nem todas as obras da cidade de São Paulo tem o mesmo tempo - para as recentes, por exemplo, pode não haver emergência. Este acidente justifica uma ação organizada do Executivo para fazer um diagnóstico de todas as obras de arte (pontes e viadutos) na cidade de São Paulo."

Nesta quinta-feira, operários realizam a instalação da 10.º e última estaca. Ao total são dez estacas que ficarão fixadas entre a estrutura de concreto e o solo. Elas irão sustentar uma base de apoio onde serão colocados os macacos hidráulicos para reerguer o viaduto que cedeu na madrugada do último dia 15.

De acordo com Aly, a elevação da estrutura irá aliviar o pilar de sustentação que foi danificado. "Neste momento nós estamos trabalhando para aliviar a tensão na transversina de apoio que está comprometida e foi objeto deste acidente", disse o secretário.

1º dia útil

No primeiro dia útil de interdição de cerca de 5 quilômetros da pista expressa da Marginal do Pinheiros, por causa da queda de um viaduto da via na altura do Parque Villa-Lobos, o paulistano usou como opções alternativas para circular pela cidade a Marginal do Tietê, o corredor Norte-Sul, formado pelas Avenidas 23 de Maio e Washington Luiz, e ainda o uso de bicicleta, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

Nos horários de pico da manhã, a cidade teve um trânsito 25% maior do que as médias máximas registradas pela companhia. O pico, às 9 horas, foi de 152 quilômetros de trânsito parado -- a média máxima é de 122 km. Mas, no horário da tarde, o máximo atingido foi de 87 quilômetros, às 17h, valor dentro da média para o horário, que varia entre 56 e 100 quilômetros de lentidão.

A avaliação da Prefeitura é que as medidas já adotadas para mitigar o impacto do trânsito com o bloqueio da Marginal do Pinheiros, fechada desde quinta-feira, 15, e sem previsão para reabir, foram adequadas no primeiro momento. Mas precisam continuar a ser monitoradas.

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