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Estado de Minas

Temer diz que incêndio provocou perda 'incalculável'

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, classificou como 'imensa tragédia'


postado em 02/09/2018 22:05 / atualizado em 02/09/2018 23:20

Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro (foto: Vitor Abdala/ Agência Brasil)
Incêndio atinge Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro (foto: Vitor Abdala/ Agência Brasil)

O presidente Michel Temer lamentou na noite deste domingo (2) o incêndio que atinge o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em nota, ele lembrou que foram “perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento". Temer classificou o episódio como perda “incalculável”. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, classificou como “imensa tragédia”.

Ver galeria . 5 Fotos Marcelo Sayão/EFE/direitos reservados/Agência Brasil
(foto: Marcelo Sayão/EFE/direitos reservados/Agência Brasil )


Michel Temer afirmou que foram perdidos anos de trabalho. “Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento”, disse.  Em seguida, a nota afirma que: “O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros”.

O ministro da Cultura lembrou que o local é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que reúne um “acervo fabuloso”. Em nota, Sá Leitão ressaltou que foi assinado, em junho, um contrato de patrocínio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 21,7 milhões. “Tenho procurado ajudar a instituição desde que entrei no MinC. O Instituto Brasileiro de Museus realizou diversas ações”, informa a nota.

O ministro alertou sobre a necessidade de dar mais atenção ao patrimônio nacional. “Infelizmente não foi o suficiente. Temos que cuidar muito melhor do nosso patrimônio e dos acervos dos museus. A perda é irreparável. Certamente a tragédia poderia ter sido evitada. O MinC está de luto. A cultura está de luto. O Brasil está de luto. É vital refazer o Museu Nacional, revendo também seu modelo de gestão. E investir agora para que isso não aconteça nos demais museus públicos e privados.”

Por fim, Sá Leitão lamenta que "aparentemente vai restar pouco ou nada do prédio e do acervo exposto. A reserva técnica não foi atingida. É preciso descobrir a causa e apurar a responsabilidade”.

Recuperação do patrimônio

O Ministério da Educação (MEC) lamentou em nota o incêndio. Segundo o documento divulgado pela pasta, o MEC "não medirá esforços para auxiliar" a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) "no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico".  O Ministério também lembra que, criado por Dom João VI, o museu completa 200 anos em 2018. O espaço é especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País.

O incêndio

Um incêndio de proporções ainda incalculáveis atingiu, no começo da noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro. O prédio histórico de dois séculos foi residência da família real brasileira e tem um dos acervos mais importantes do país – são cerca de 20 milhões de peças.

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado às 19h30. Homens de quatro quartéis trabalham no local, que fica dentro do parque nacional da Quinta da Boa Vista. O prédio tem três andares, é ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o fogo toma de conta de boa parte da construção. Uma equipe da Defesa Civil avalia o risco de desabamento do edifício.

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