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Estado de Minas GERAL

Governo de SP é dono de dois terços de área do Pacaembu, diz França


postado em 16/08/2018 12:05

O governo do Estado publicou nota na noite da quarta-feira, 15, afirmando ser dono de dois terços da área total do Complexo do Pacaembu, na região oeste de São Paulo. O texto, porém, não especifica quais são esses espaços.

Candidato à reeleição, o governador de São Paulo, Marcio França (PSB), é adversário do ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB) nas eleições para o Executivo paulista.

Na nota, o governo reclama de não ter sido consultado durante o processo de concessão, que foi barrado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) na quarta.

A gestão França disse também não constar nesse trâmite "qualquer documentação referente à posse da área".

França nega influência eleitoral na ação. "Nossa preocupação é fazer as coisas certas, sem atos midiáticos ou ao arrepio da lei por aqueles que, de forma inconsequente, não tem compromisso e não cumprem a sua palavra."

Em nota, a Prefeitura disse França ignora negociação realizada com o ex-governador Geraldo Alckmin. "Valendo-se de uma firula jurídica, França tenta impedir uma concessão que trará benefícios para a população paulistana. Representantes do Estado admitiram nem sequer tem a matrícula da área que lhe teria sido cedida há mais de 80 anos. Como é de conhecimento publico, o estádio e o complexo esportivo do Pacaembu foi construído pela Prefeitura, que o opera desde 1940 sem ter de prestar contas ao Estado."

Questão similar no Ibirapuera

Em julho, a gestão Bruno Covas (PSDB) suspendeu o edital de concessão do Parque do Ibirapuera, na zona sul, após França contestar o processo sob argumento semelhante. O governador enviou ofício a Covas, solicitando a retirada de uma área de propriedade do governo estadual do projeto, o Autorama, alegando que a ideia não foi bem discutida. O edital de concessão ainda não tem data para sair.

Na área do Autorama, fica grande parte das vagas de estacionamento do parque, com arrecadação prevista de até R$ 5 milhões por mês em receitas para a empresa que vencesse a concessão.

Seria com esses recursos que o concessionário cuidaria de outros cinco parques paulistanos, como previa a proposta original.

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