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Estado de Minas

MP recorre de decisão judicial contra abertura de processo envolvendo socialite Val Marchiori

Ex-participante do reality show Mulheres Ricas, a socialite é acusada de fraude para obter empréstimo de R$ 2,7 milhões no Banco do Brasil


postado em 11/07/2016 17:19 / atualizado em 11/07/2016 17:58

Val Marchiori nega irregularidades na operação de empréstimo com Banco do Brasil (foto: Reprodução/Instagram)
Val Marchiori nega irregularidades na operação de empréstimo com Banco do Brasil (foto: Reprodução/Instagram)
Ainda não é desta vez que a socialite Val Marchiori – ex-participante do reality show Mulheres ricas –, se livrou da Justiça. O Ministério Público Federal de São Paulo anunciou ontem que já recorreu da decisão da 10ª Vara da Justiça Federal, que arquivou denúncia em que ela, o irmão Adelino Marcos de Marchiori, e o gerente do Banco do Brasil, Alexandre de Melo Canizella, são acusados do crime de obtenção de empréstimo perante instituição financeira mediante fraude. O crime é previsto no artigo 19 da Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro.

Valdirene Aparecida de Marchiori, ou Val Marchiori, é acusada pelo MPF de ter obtido, em 2013, por meio do Banco do Brasil, empréstimo de R$ 2,792 milhões do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI).

O empréstimo, segundo a denúncia, ocorreu por meio de fraude cometida pelo trio, que consistiu da alteração (formal) do objeto social da empresa Torke Empreendimentos e Participações Ltda, controlada por Val. A irregularidade, segundo o MPF, foi orientada pelo gerente-geral da agência do BB, Alexandre Canizella.

 

A manobra foi feita pela beneficiar a Veloz Empreendimentos Participações e Administrações de Bens – empresa de Adelino –, que não tinha capacidade financeira para contrair o empréstimo. Com o dinheiro, o irmão de Val comprou de cinco caminhões e cinco reboques para a companhia dele.


Como a Torke não tinha objeto social compatível com a linha de crédito pretendida (a quebra de sigilo fiscal mostrou que a empresa nunca atuou no ramo de transporte rodoviário), foi firmado um termo de prestação de serviços, com o conhecimento do Banco do Brasil.

Ao negar o recebimento da denúncia, o juiz Sílvio Luís Ferreira da Rocha alegou que não há "atipicidade” da conduta e "ausência de justa causa" para a ação penal.

Já a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, responsável pelo caso, alega que “os elementos contidos nos autos afastam toda e qualquer dúvida de que a alteração do objeto social da Torke serviu somente para viabilizar, por via transversa, o empréstimo almejado pela Veloz, tendo o Banco do Brasil pleno conhecimento de tal conduta”, argumenta a procuradora.

A socialite já negou em diversas ocasiões ter cometido irregularidades. “Todas as minhas atividades, bem como as da empresa Torke, foram e são absolutamente lícitas e regulares. Repudio veementemente a acusação, e tenho a certeza de que o Poder Judiciário não se deixará pressionar e impressionar pela publicidade indevidamente dada a esse caso", afirmou ela por meio de nota.


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