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Estado de Minas

São Clemente leva palhaços e panelaço para avenida; rainha caiu e carros tiveram problema


postado em 09/02/2016 07:25 / atualizado em 09/02/2016 09:30

Rainha de bateria Raphaela Gomes caiu durante apresentação (foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA )
Rainha de bateria Raphaela Gomes caiu durante apresentação (foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA )

A São Clemente reproduziu os protestos contra a presidente Dilma Rousseff na Sapucaí. A última ala da escola da zona sul do Rio, que apresenta o enredo "Mais de mil palhaços no salão", teve palhaços batendo tampas de panela e chefs de cozinha com frigideira e colher de pau na mão. "Não é um protesto contra a Dilma, nada disso. A São Clemente é uma escola irreverente e o enredo pedia. Espero que o público veja de modo positivo e entenda a brincadeira", afirmou o diretor de ala, Kleyton Macedo.

A escola teve dois problemas durante o desfile. A rainha de bateria Raphaela Gomes caiu por causa de óleo na pista, segundo ela. Além disso, dois carros alegóricos tiveram defeito. Um deles ficou sem luz e outro parou de andar, deixando um buraco na avenida.

(foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA )
(foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA )

Nem todos os integrantes da ala bateram panela contra a Dilma. "Não participei dos protestos. Acho que a nossa atitude vale mais. O nosso voto, fiscalizar o comportamento do candidato que você elegeu", afirmou a analista de marketing Carla Correia (foto), de 44 anos.

Já o casal Gabriela e Gabriel Teixeira, de 36 e 33 anos, respectivamente, votou em Aécio Neves e participou dos protestos em Copacabana. "Batemos panela quando Dilma apareceu na televisão e nas manifestações. Queremos mudança na política do nosso país", disse Gabriela.
(foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI )
(foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI )

Eles foram convidados a participar da ala já sabendo que seria um protesto. São integrantes da bateria do bloco Spanta Neném. Os batedores de panela vão sincronizar com a bateria no fim do desfile, depois do segundo recuo.

O militar Carlos Alexandre Santos, de 47 anos, que desfila na escola, criticou a reprodução do protesto na avenida. "Quem bate panela não é quem faz a comida" , afirmou ele, que considera o panelaço manifestação da elite. "Espero que a carnavalesca tenha incluído esse panelaço para dizer que isso é uma palhaçada", afirmou. Ele indicou onde a ala estava se arrumando. "Curiosamente, eles estão à direita".

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