
Já o publicitário Hermes Gomes, do grupo União de Combate à Corrupção, disse que os vários movimentos representados na orla de Copacabana têm discursos diferentes, mas todos desejam a saída da presidente do cargo. "Nossa diferença com o Vem pra Rua (outro grupo), por exemplo, é apenas o fato de que eles aceitam só o impeachment enquanto nós não queremos o PMDB no poder, porque a chapa (que concorreu à eleição presidencial) era a mesma e recebeu propina", afirmou Gomes.
Quatro carros de som já estão posicionados, mas o ato só deve começar a se deslocar pela praia de Copacabana por volta das 11h.
Líder do Movimento Vem pra Rua diz que ato é contra corrupção
Um dos líderes do movimento Vem pra Rua (que participa do ato em Copacabana), o engenheiro Rodrigo Lamas, acredita que o impeachment da presidente é uma "ferramenta da constituição". "Basicamente, estamos aqui contra a corrupção. Queremos mostrar apoio às instituições de investigação, seja a Polícia Federal, a Justiça, o Tribunal Eleitoral e o Congresso. Tudo de modo democrático. Nada de golpe, como o PT está falando. Impeachment é uma ferramenta da constituição. Quem vai dizer se é necessário será o Congresso", declarou. O organizador acredita que o dia ensolarado "vai atrair mais gente" para o ato.
Já um representante do Movimento Muda Brasil no Rio, o advogado João Cabral defende que a presidente Dilma Rousseff renuncie ao cargo. "Queremos que a Dilma largue o osso. O impeachment não seria bom, porque depois ela pode voltar como heroína", afirmou.
