A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro encerrou nesta sexta-feira a campanha de vacinação, mas na capital fluminense continua até o dia 12. Dados do município indicam que até quarta-feira (3), foram imunizados 78,5% da população alvo: idosos, gestantes, crianças de 6 meses a 4 anos, mulheres no período de até 45 dias após o parto, doentes crônicos e profissionais de saúde. Segundo o órgão, o percentual chegou perto da meta de 80%, que significam cerca de 1,2 milhão de pessoas, ainda assim a secretaria resolveu permanecer com a campanha com a vacina disponível nas clínicas da família e nos centros municipais de Saúde, das 8h às 17h.
Chieppe informou que até agora o percentual alcançado no estado ficou em 70%, e a orientação aos municípios que não atingiram a meta estipulada é seguir com a campanha. “Apesar de chegar ao fim da campanha em âmbito estadual, alguns municípios vão continuar com a vacinação. A decisão de não ampliar a campanha em âmbito estadual, englobando os 92 municípios, é porque alguns já atingiram a meta, mas a recomendação é que aqueles que ainda estão com cobertura baixa mantenham a vacinação. A gente espera que alguns municípios ainda precisem de uma ou duas semanas para atingirem a meta”, completou.
Alexandre Chieppe informou que a região com pior adesão à campanha é a chamada região metropolitana 2, que envolve os municípios de São Gonçalo – que tem a cobertura vacinal mais baixa –, Niterói, Rio Bonito e Tanguá. “ De certa forma, a variação entre as regiões não é muito grande, mas a metropolitana 2 hoje só tem 61% de cobertura”, revelou.
O subsecretário disse que o fato de precisar passar o dia longe de casa, por causa de trabalho, por exemplo, não é motivo para não procurar a vacinação, porque é permitido conseguir a vacina em postos de Saúde ou clínicas da família de outros bairros e até cidades. “As pessoas podem se vacinar em qualquer local, informando o local de moradia, podem se vacinar próximo ao local de trabalho ou onde moram. Como são mais de 1.500 postos de vacinação certamente essa não foi a principal razão”, analisou.
A intenção das autoridades de saúde em fazerem a campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e internações causadas por infecções provocadas pelo vírus da influenza. A vacinação, de acordo com estudos, pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias e entre 39% e 75% da mortalidade global.
Segundo a secretaria de Saúde do município do Rio, a transmissão da influenza se dá por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Pode ocorrer ainda, por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas da boca, dos olhos ou do nariz). Para evitar o contágio, além da vacina, que é uma forma preventiva, as autoridades de Saúde recomendam cuidados simples como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal. Se houver caso de síndrome gripal, a secretaria municipal orienta a população a procurar um serviço de Saúde – mesmo quem tenha se vacinado.
