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Estado de Minas

Número de mortes no trânsito chega a 45 mil por ano no Brasil

Número elevado de óbitos é reflexo da violência na vias das cidades brasileiras. Ocorrências envolvendo motociclistas chamam a atenção


postado em 21/05/2015 15:03

Dados do Ministério da Saúde comprovam o que não é difícil de observar nas ruas, avenidas e estradas brasileiras: a violência no trânsito. Por ano, cerca de 45 mil pessoas perdem a vida em acidentes no país, segundo dados da pasta, e a carnificina do asfalto também atinge em cheio os motociclistas.

Somente em 2013, as ocorrências com motos resultaram em 12.040 mortes, o que corresponde a 28% dos mortos no transporte terrestre. Nos últimos seis anos, as internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo motociclistas aumentaram 115% e o custo com o atendimento a esses pacientes registrou alta de 170,8%.

Entre 2003 e 2013, houve aumento de 280% no número de mortes de motociclistas: 4.292 e 12.040, respectivamente. Segundo o ministério, o crescimento de 247% da frota de motos neste mesmo período é um dos motivos para elevado número de óbitos.

De 2008 a 2013, o número de internações devido a acidentes de transporte terrestre aumentou 72,4%. Considerando apenas os acidentes envolvendo motociclistas, o índice chega a 115%. Em 2013, o SUS registrou 170.805 internações por acidentes de trânsito e R$ 231 milhões foram gastos no atendimento às vitimas.

Desse total, 88.682 foram decorrentes de motos, o que gerou um custo ao SUS de R$ 114 milhões – crescimento de 170,8% em relação a 2008. Esse valor não inclui custos com reabilitação, medicação e o impacto em outras áreas da saúde.

PERFIL De acordo com Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA 2011), que traça o perfil das vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde em capitais brasileiras, 78,76% das vítimas de acidente de transporte terrestre envolvendo motociclista são homens, na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre os motociclistas ouvidos, 19,6% informaram o uso de bebida alcoólica antes do acidente e 19,7% estavam sem capacete.

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