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Estado de Minas

Homem alcoolizado e em prisão domiciliar invade escola e agride 11 pessoas

Preso em flagrante, rapaz estaria alcoolizado e teria desferido cadeiradas no vigilante do colégio, em professores e em alunos


postado em 06/04/2015 21:23 / atualizado em 07/04/2015 00:54

O agressor, que deixou 11 feridos, estava alcoolizado e cumpria prisão domiciliar(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O agressor, que deixou 11 feridos, estava alcoolizado e cumpria prisão domiciliar (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Um homem que cumpria prisão domiciliar por roubo invadiu o Centro de Ensino Fundamental 1 (CEF 1) no Distrito Federal, por volta das 16h30 desta segunda-feira, e agrediu 11 pessoas, entre alunos, professores e o vigilante da escola. Segundo a Polícia Civil, ele estava alcoolizado no momento dos ataques e já teria tentado esfaquear uma pessoa antes de entrar no colégio.

O incidente ocorreu no período de recreio dos estudantes. Ele deu uma cadeirada e derrubou o segurança do colégio. No pátio da instituição de ensino, ele agrediu outras 10 pessoas antes de ser imobilizado por um funcionário da limpeza. O caso mais grave é de uma professora, que torceu a perna após tentar imobilizar o suspeito e foi transportada para o Hospital de Base. As demais vítimas foram levadas ou para o Base ou para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A PM prendeu o suspeito em flagrante e o conduziu para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

De acordo com o delegado-chefe da 1ª DP, Luiz Alexandre Gratão, o agressor estava alcoolizado no momento dos ataques. "Antes de entrar na escola, ele tinha bebido o dia inteiro. Ele cumpria prisão domiciliar por roubo e, minutos antes de ir para o colégio, forçou o portão de uma casa e agrediu o dono da residência com uma faca", relatou. "Felizmente, nenhum ferimento grave aconteceu na briga. Pessoas que passavam ali por perto tentaram agredi-lo. Ele, então, fugiu e procurou refúgio no colégio", continuou. Antes de chegar ao CEF, o suspeito perdeu a faca. Ele deve responder por tentativa de homicídio (pelo dono da casa) e lesões (na escola).

As aulas do período noturno desta segunda foram canceladas. A diretora da instituição, Roseli de Melo, não assegura que a situação volte ao normal já na terça. Para ela, que trabalha no colégio há cinco anos, o incidente é uma situação "isolada". "Ele (agressor) não é nem nunca foi aluno da escola. Confesso que ter apenas um vigilante é um número pequeno (a escola tem 1,8 mil estudantes, sendo 490 no período da tarde), mas isso não compete a mim", disse.

Durante os ataques, não havia policiais militares no colégio. O comandante da operação, tenente-coronel Júlio César Lima de Oliveira, justificou a ausência de efetivo pela proporação desfavorável de números. "O Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc) tem 400 homens para 1.190 escolas em todo o DF. Não havia homens na hora, mas chegamos cinco minutos após a chamada", afirmou. Ainda de acrodo com o policial, uma dupla de PMs ficará na porta do colégio das 7h30 às 23h desta terça-feira (7/4).

Para a vendedora Jaqueline Talismã, 27 anos, a situação é de filme de terror. A filha, aluna do 5º ano, é uma das pessoas agredidas. "Ninguém dá nenhuma informação. Não me disseram para qual hospital ela foi, só me falam para ficar calma e ter paciência. Mas como fazer isso sem saber aonde minha filha foi e como ela está?", questionou.

Segundo uma aluna de 10 anos, que tomou uma cadeirada na perna, o rapaz não disse nada enquanto batia nos estudantes. "Ele apenas batia nas pessoas. Não falava nada. A gente acha que ele esperou o horário do intervalo para entrar na escola. Pelo menos, consegui correr", disse a menina enquanto recebia o atendimento de primeiros socorros em uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na hora dos ataques, a menina estava com amigas no pátio da escola. Uma delas foi golpeada na cabeça.


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