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Estado de Minas

Contraprova de paciente é enviada para Belém


postado em 12/10/2014 18:31 / atualizado em 12/10/2014 20:08

O africano Souleymane Bah, de 47 anos, primeiro paciente internado no Brasil por suspeita de ebola, teve sangue coletado para o exame de contraprova no fim da manhã deste domingo, 12, por médicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz. O material, lacrado numa caixa com quatro camadas de proteção, foi encaminhado para embarque às 14h.

A previsão é de que chegaria à noite ao Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará, laboratório de referência para o ebola. O primeiro teste, realizado na sexta-feira, deu negativo. O segundo exame levará 24 horas para ficar pronto - a previsão é de que o resultado seja conhecido somente na noite deste segunda-feira, 13.


Os médicos consideram que a possibilidade de o teste dar positivo é "baixíssima", já que desde sexta-feira, quando chegou ao INI, Souleymane não tem nenhum sintoma - nem febre, nem dor no corpo.

A infectologista Marília Santini, uma das médicas responsáveis pelo atendimento ao africano, explica que o protocolo de enfrentamento à doença exige a realização de dois exames porque, num primeiro momento, mesmo que o paciente tenha a febre hemorrágica, o resultado pode dar negativo porque há pouca quantidade do vírus no organismo. No segundo teste, essa quantidade é maior e então é possível confirmar a doença laboratorialmente.

Não parece ser o caso de Souleymane. Marília e o infectologista José Cerbino, que o atendem no INI, disseram que não há nenhuma documentação médica de que ele tenha tido febre - apenas o relato do paciente aos médicos da Unidade de Pronto Atendimento de Cascavel (PR).

Clinicamente, Souleymane pode receber alta assim que sair o resultado do exame. A saída dele do hospital depende de que o Ministério da Saúde providencie a volta do africano para Cascavel.

De acordo com a assessoria de Imprensa da Fiocruz, o estado de saúde de Souleymane permanece bom. Ele ainda está isolado numa das alas do INI. Quatro vezes por dia uma equipe restrita, formada por médico, enfermeiro e profissional de limpeza, entra na área de isolamento para medir temperatura, entre outros procedimentos. Ele se alimenta normalmente e assiste à tevê para passar o tempo.

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