Publicidade

Estado de Minas

Mulher de Santiago ajudou o marido no início da carreira


postado em 13/02/2014 11:19 / atualizado em 13/02/2014 11:41

A mulher do cinegrafista Santiago Andrade, Arlita Andrade, conversou um pouco com jornalistas no velório do marido, na manhã desta quinta-feira, 13. Dezoito anos mais velha, eles se conheceram quando o filho mais novo dela tinha um ano. Ele se apaixonou pelo jornalismo quando a filha mais velha dela se formou.

No começo da carreira, Arlita, que é diretora de creche ajudou o marido em diversos trabalhos. Andrade gostava de coberturas inusitadas e de grande repercussão, mas se preocupava com a violência e a segurança da equipe. "Eu falava: 'Poxa, amor, faz uma coisa mais leve.' Ele dizia: 'Eu gosto de tiro, porrada e bomba'. O sonho dele era ser repórter cinematográfico".

Arlita não quis comentar nada relacionado à investigação e ao posicionamento das autoridades, mas falou brevemente sobre Fábio Raposo e Caio de Souza, presos em Bangu. "Tenho pena desses dois rapazes. Queria pedir a todo mundo, por favor, sejam mais amigos, mais tranquilos e tenham amor uns pelos outros".

Muito emocionada, a jornalista da Band Camila Grecco ressaltou que Andrade se preocupava muito com a segurança. "Ele sempre se preocupava com a equipe. Se soubesse que estava em uma situação de muito risco (naquele momento), jamais estaria ali", afirmou antes de desabar em lágrimas.

A filha do casal, Vanessa Andrade, ainda não falou com a imprensa. Ela é assessora de imprensa da Polícia Militar. Por volta das 10h30, três policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram para prestar homenagem ao pai da colega de trabalho.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade