
A única vítima fatal identificada até agora é a capixaba Sílvia da Silva Braga, de 45 anos, que tentava entrar nos Estados Unidos juntamente como o marido Adilson Oliveira, que sobreviveu ao acidente. Segundo a mãe da vítima, Altevina Júlia Braga, de 65 anos, o barco de imigrantes ilegais não aguentou o número de pessoas e virou no mar, próximo à Ilha de Saint Martin.
Segundo o Itamaraty, o grupo de brasileiros partiu do lado holandês da Ilha de Saint Matin e, após o naufrágio, foram levados para o lado francês da ilha. Três brasileiros foram socorridos e encaminhados para um hospital da Ilha de Guadalupe, onde já receberam alta. Segundo Altevina, vários outros brasileiros que estavam à bordo do barco se afogaram e estão desaparecidos.
Sílvia e Adilson moravam em Alto Rio Novo, no interior do Espírito Santo, e tinham duas filhas e uma neta. O casal, que é dono de uma loja de material de construção na cidade, estava indo aos Estados Unidos com a intenção de trabalhar e juntar dinheiro. “Ela estava devendo e queria juntar dinheiro para pagar as contas. Eu falei muitas vezes pra ela não ir porque ela tinha uma netinha aqui que era ela que estava criando”, lamenta a mãe de Silvia.
Segundo Altevina, somente a loja de material de construção não era suficiente para o sustento da família. “Ela tentou se candidatar a vereadora, mas perdeu”, conta. Sílvia tinha três irmãos vivendo nos Estados Unidos com quem pretendia contar ao chegar ao país.
De acordo com o Itamaraty, um funcionário do consulado em Caiena, na Guiana Francesa, foi enviado para o local do acidente
