(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Derrubada de árvore centenária revolta moradores em Recife


postado em 30/06/2013 12:23

(foto: Juliana Cavalcanti/ CB DA Press)
(foto: Juliana Cavalcanti/ CB DA Press)

Moradores da Rua Santo Elias, no Espinheiro, e Recife, foram surpreendidos na manhã deste domingo com barulho de moto serras. Da janela dos edifícios, era possível ver parte da árvore centenária acácia mimosa no chão. A vizinhança chegou a travar uma guerra, que teve apoio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para evitar a derrubada do arbusto. Mas não adiantou. Neste domingo, a árvore foi finalmente derrubada.

A acácia ficava em frente ao edifício Arthur Rodrigues, construído pela Incorporadora Melo Rodrigues, que já havia sido notificada a suspender a erradicação da árvore em atenção à recomendação pela pelo MPPE. O Ministério Público orientou que a árvore fosse incorporada ao projeto de construção do empreendimento residencial. Moradores chegaram a pedir o tombamento da mesma. Atualmente, há 54 árvores preservadas na cidade.

O advogado da Contrutora, Nixon Araújo, explicou que a apartir do laudo de um engenheiro florestal a árvore foi avaliada e indicava que poderia, no futuro, dar "problemas" ao prédio. Os moradores, no entanto, rebatem que a árvore nunca mostrou sinais de "doenças", como cupim, por exemplo. O advogado contou que, por determinação do MPPE a Contrutura já plantou no bairro 12 ipês como compensação da árvore derrubada.

Em setembro do ano passado, quando a incorporadora foi acionada pelo Ministério Público, a engenheira da obra Nadja Lucas explicou que o projeto não levou em conta a existência da acácia e que a entrada do edifício será justamente no lugar da árvore, assegurando que a intervenção estaria dentro da lei. Ela informou ainda que duas novas árvores seriam replantadas em substituição. Na ocasião, a promotora do MPPE Belize Câmara foi ao local e notificou a incorporadora, suspendendo a derrubada da árvore até que a análise da autorização ambiental fosse concluída.

Neste domingo, enquanto a árvore estava sendo derrubada, a revolta dos moradores era tamanha que precisou de mediação, sendo por 20 minutos seu corte suspenso. O juiz Adeildo Nunes e o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jorge Batista, que passavam pelo local, tentaram, junto com policiais, fazer moradores e representantes da construtura entrar em um consenso. Como não foi possível, a contrutora que estava de posse do documento que autorizava o corte da árvore, puderam continuar o serviço.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)