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Estado de Minas

Igreja de pastor preso por estupro ganhou imóvel de R$ 8 milhões

Religioso foi preso na noite de terça-feira, acusado de estuprar fiéis


postado em 10/05/2013 09:05 / atualizado em 10/05/2013 10:21

(foto: Divulgação / ADUD)
(foto: Divulgação / ADUD)

Um luxuoso apartamento de frente para a Praia de Copacabana, na zona sul do Rio, que está em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), foi doado em 2009 por um fiel da igreja presidida pelo pastor Marcos Pereira da Silva, de 56 anos. O religioso foi preso na noite de terça-feira pela Polícia Civil, acusado de estuprar duas fiéis.De acordo com certidão do cartório do 5.º Ofício de Registro de Imóveis do Rio, à qual o Estado teve acesso, o apartamento foi doado pelo empresário francês Henri Bueno, de 78 anos. Na época, o imóvel foi avaliado em R$ 1,8 milhão. Hoje, segundo a Polícia Civil, o apartamento que ocupa um andar inteiro custa R$ 8 milhões.

Em depoimento, o empresário contou que decidiu doar o imóvel porque sua família - ex-mulher e quatro filhos - o abandonou quando ele começou a apresentar problemas de saúde por causa de problemas financeiros na década de 1990. Bueno disse que tem uma fábrica de roupas que já empregou mais de 3 mil funcionários. Contou também que quase foi à falência após o Plano Collor. Na ocasião, seus parentes tentaram interná-lo em uma clínica psiquiátrica contra sua vontade.

Por causa dos atritos com a família, Bueno contou que começou a ter crises de asma. Em 2004, por indicação de um amigo, passou a frequentar a ADUD, onde encontrou Silva e ficou curado da asma. Foi para se vingar da família que ele decidiu doar o apartamento à igreja. Ontem, o Estado não conseguiu contato com o empresário francês.

Lavagem de dinheiro

A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) está investigando o patrimônio de Silva e de sua igreja. O objetivo é saber se o religioso usa a ADUD para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

Mais cinco prédios no Rio, Paraná e Maranhão estão em nome da igreja. Uma fazenda em Nova Iguaçu, usada supostamente para recuperar dependentes químicos, e o Passat branco que Silva dirigia quando foi preso também pertencem à ADUD.Preso. A Justiça do Rio negou ontem dois pedidos de liberdade a Silva ajuizados anteontem.

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