São Paulo - A defesa do ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda vai entrar com um recurso para esclarecer a decisão da Justiça que o colocou entre os réus, além de 14 empresas, em uma ação de improbidade administrativa por suposta fraude na licitação da expansão da Linha-5 Lilás. “Presumimos que, induzida pelo Ministério Público, a juíza (Simone Casoretti), se equivocou ao dizer que Sergio Avelleda era presidente do Metrô ao tempo da assinatura dos contratos”, afirmou, em nota, o advogado do acusado, Celso Cintra Mori. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, a magistrada só vai se manifestar quando receber o recurso, dentro do processo.
Irrelevância
Para a promotoria, no entanto, a questão das datas é irrelevante, pois ele deveria responder ao processo por ter permitido a continuidade da licitação. “Ele viu que a licitação estava fraudada e, a despeito disso, levou adiante um negócio viciado”, diz um dos promotores da ação, Marcelo Milani. A gestão anterior, segundo o promotor, não poderia ser penalizada, pois foi durante a presidência de Avelleda que o caso veio à tona. “A responsabilidade maior é essa: tendo conhecimento da fraude, ele se omite.” Avelleda argumenta que não tinha poder para desfazer os contratos. “Todas as decisões foram da diretoria do Metrô, avalizadas pelo seu Conselho de Administração”, afirmou.
