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Estado de Minas

Pai acampa na frente de fórum baiano para cobrar Justiça de crime que chocou o país

Mesmo tendo passado 11 anos, o Tribunal de Justiça da Bahia informou que os trâmites dos julgamentos estão dentro da normalidade


postado em 20/03/2012 18:40 / atualizado em 20/03/2012 19:01

Passados 11 anos do assassinato do adolescente Lucas Terra, então com 14 anos, em Salvador, crime que chocou o País, o pai da vítima, Carlos Terra, decidiu acampar na frente do Fórum Ruy Barbosa para cobrar agilidade da Justiça no julgamento de dois acusados de participar do crime. O protesto foi iniciado às 6 horas de ontem (segunda-feira).

Lucas foi queimado vivo em 21 de março de 2001, por motivos ainda não esclarecidos. Três pessoas - um ex-bispo e dois ex-pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, frequentada pelo adolescente - foram acusados pelo crime. O pastor Silvio Roberto dos Santos Galiza foi condenado, em novembro de 2005, a 18 anos de prisão pelo crime.

Galiza nega participação no crime pelo qual cumpre sentença, em regime semiaberto, e acusa dois ex-colegas de igreja, o ex-bispo Fernando Aparecido e o ex-pastor Joel Miranda, pelo assassinato. Os dois, apontados pelo Ministério Público como coautores, ainda não foram julgados. "Minha mulher chora todos os dias, eles tiraram nossa vida e estão sendo absolvidos pela lentidão da Justiça", reclama Terra. "Não aguento mais a espera."

Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia informou que os trâmites dos julgamentos estão "dentro da normalidade" e que "todos os profissionais envolvidos no julgamento, desse caso, estão trabalhando com empenho para que a justiça seja efetivada".
 
Relembre o caso
 
Lucas Terra, estudante de catorze anos, foi queimado vivo, após ter sofrido violência sexual. Após investigações a polícia  da Bahia, concluiu que o autor do crime, seria Silvio Galiza, "Pastor de uma Igreja" que o menino Lucas Terra frequentava. Lucas Terra teria sido amarrado e amordaçado para não gritar e colocado dentro de uma Caixa. Em seguida, conforme informações de Carlos Terra (Pai de Lucas Terra) e relatos de Galiza, o autor do crime supostamente acompanhado de mais duas pessoas, que se identificavam igualmente como pastores, carbonizaram o corpo do garoto para encobrir os Vestígios de Pedofilia. O pai do garoto escreveu um livro publicado de forma independente - Lucas Terra: Traído pela obediência. 


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