A Prefeitura do Rio de Janeiro informou, em nota divulgada na tarde de ontem, que todo o material recolhido nos escombros dos prédios que desabaram no centro da cidade está protegido 24 horas por dia pela PM, e que o lugar possui duas câmeras, que filmam e gravam toda a movimentação.
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Ainda segundo a nota, após a conclusão das buscas dos Bombeiros, a Polícia Civil e o Instituto Carlos Eboli realizarão perícia técnica, com supervisão das autoridades policiais, e uma empresa ficará responsável por separar os bens materiais que estão em meio aos escombros. “A Procuradoria Geral do município e a Polícia Civil adotarão todas as medidas possíveis para que o processo de separação seja acompanhado também pelos proprietários, a fim de que os bens sejam identificados e depois liberados pelas autoridades policiais”, finalizou a nota.
Ladrões do caos
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), classificou como “delinquentes” os quatro funcionários da concessionária Porto Novo – responsável pelos serviços públicos na zona portuária – suspeitos de furtar pertences das vítimas do desabamento.
A afirmação do prefeito foi feita ontem, quando ele cumpria agenda na Praça da Bandeira (Zona Norte). “Eu acho que são uns delinquentes. Ali está a miséria humana retratada. É inacreditável que alguém numa situação como essa vá roubar – aquilo é roubo – de um entulho vindo de uma tragédia como aquela. Eu vejo com muita tristeza, com uma certa raiva. Os nomes já foram passados para a polícia e eles serão demitidos da concessionária lá do porto”, disse o prefeito
O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio e secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, classificou como lamentável o possível desvio de bens das vítimas do desabamento. “Eu acho que, se realmente aconteceu, nos dá uma tristeza muito grande, porque cada um de nós convive com esse cenário de intenso sofrimento. O contato com os familiares que estão lá aguardando nossa resposta é uma das cenas mais tristes. Diante desse cenário, se alguém está pegando isso ou aquilo é realmente para lamentar, mas eu não creio que isso seja fato”, afirmou.
