Oportunidades de trabalho e emprego fizeram com que Palmas fosse apontada como a capital cuja população mais cresceu no Brasil na última década, de acordo com o Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que a população da capital de Tocantins apresentou uma taxa de crescimento de 5,21%, enquanto que a média em todo o país foi de 1,17% ao ano, de 2000 a 2010, - a menor taxa registrada desde que o estudo começou a ser realizado.
“O crescimento de Palmas é basicamente em função dos movimentos migratórios. Tocantins é um estado criado mais recentemente, então está se construindo, por isso tem muito movimento migratório em direção a Palmas”, explicou o gerente de projetos da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Fernando Albuquerque.
O mesmo motivo explica o fato de o Norte e o Centro-Oeste do país terem apresentado maior aumento populacional em relação às demais regiões, no período entre 2000 e 2010.
Os três municípios mais populosos continuam sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. No caso das capitais paulista e carioca, tradicionalmente conhecidas como áreas de atração migratória, a pesquisa do IBGE revelou uma redução lenta na participação populacional ao longo das últimas décadas.
“São Paulo vem diminuindo esse número de entradas em função de migração. Desde o Censo 2000 observamos essa diminuição no ritmo porque é um mercado que exige maior escolaridade então o migrante tem dificuldade de se inserir e volta para terra natal ou vai para novas etapas migratórias”, afirmou Fernando Albuquerque.
Ainda assim, o Sudeste mantém-se com o maior contingente e, por isso, “responsável pela maior parcela do incremento populacional, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do país”.
No total, a taxa média de crescimento da população brasileira nos últimos dez anos, foi de 12,3%, atingindo a marca de 190.755.799 habitantes no país. Segundo o levantamento, a redução do crescimento da população vem acontecendo desde os anos de 1960 quando os níveis de fecundidade começaram a apresentar queda.
