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Estado de Minas CHECAMOS

Vídeo de Lula teve velocidade alterada para simular embriaguez

A equipe do AFP Checamos buscou o vídeo original nas redes sociais do ex-presidente e localizou publicações das mesmas imagens em suas contas


03/08/2021 21:07 - atualizado 03/08/2021 21:06


 

Captura de tela feita em 3 de agosto de 2021 de uma publicação no Twitter
Captura de tela feita em 3 de agosto de 2021 de uma publicação no Twitter
Um vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece falar arrastado foi visualizado mais de 219 mil vezes nas redes sociais desde o último 1º de agosto com alegações de que ele estaria bêbado. No entanto, essas imagens tiveram sua velocidade reduzida para dar a impressão de embriaguez. O registro original foi publicado nos perfis de Lula em 21 de julho de 2021. 


“Ele está falando pastoso, não está não?…”, pergunta uma das publicações que circulam no Twitter (1, 2), no Facebook (1, 2), no Instagram e no YouTube. “EX-PRESIDENTE LULA COMPLETAMENTE BÊBADO! VEJAM”, escreveu outro usuário.

A equipe do AFP Checamos buscou o vídeo original nas redes sociais do ex-presidente e localizou publicações das mesmas imagens em suas contas no Instagram, Twitter e Facebook

As postagens foram feitas em 21 de julho, dias antes de a versão viralizada começar a circular. O trecho destacado nos perfis é parte de uma entrevista concedida pelo político do Partido dos Trabalhadores (PT) à rádio Jovem Pan em 20 de julho. 

Comparando o vídeo original ao viralizado, observa-se que este último teve sua velocidade alterada para arrastar a voz de Lula, dando a impressão de que ele estava alcoolizado, como sugerem os textos que acompanham as publicações. 

Bom dia. pic.twitter.com/0YVBfNV6V8
— Lula (@LulaOficial) July 21, 2021

A alteração pode ser confirmada pelo tempo de duração da gravação original e da versão viralizada: o mesmo trecho da fala na primeira tem 33 segundos de duração, enquanto na segunda é mais longa, com 46 segundos.

A AFP entrou em contato com a assessoria de Lula, mas não obteve resposta.

Esse conteúdo também foi checado pelos sites Fato ou Fake, Aos Fatos e Agência Lupa

O AFP Checamos já verificou outras publicações com alegações semelhantes (1, 2, 3).  


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