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Estado de Minas VIENA

Exposição em Viena aborda 'obsessão freudiana' de Dalí


28/01/2022 10:42

Uma nova exposição em Viena revisita a obsessão de Salvador Dalí pelos escritos de Freud durante seus anos de formação, nos quais encontrou a fonte de sua inspiração surrealista.

Por meio de uma centena de objetos, pinturas e obras antigas, "que não se veem frequente", segundo sua diretora Stella Rollig, o Museu de Belvedere demonstra a considerável influência que o austríaco Sigmund Freud (1856-1939) teve sobre o artista espanhol (1904-1989)).

A tradução para o espanhol de "A Interpretação dos Sonhos" permitiu a Dalí, então estudante em Madri, compreender "as fantasias, medos, desejos e frustrações de seu mundo interior e isso encorajou-o a plasmá-los em imagens", explica o curador Jaime Brihuega, que revelou uma prévia da exposição esta semana.

A psicanálise lança luz sobre suas neuroses, originadas em uma infância e uma adolescência marcadas pela morte do irmão e da mãe, pela educação autoritária do pai e pelo casamento dele com a irmã da falecida.

Fascinado por sua longa "viagem ao psiquismo", tornando-se um grande conhecedor das teorias freudianas, ele se tranquiliza ao ver que suas angústias são amplamente compartilhadas e as integra ao seu trabalho.

A exposição mostra, por exemplo, "Cisnes reflejando elefantes", um óleo sobre tela pintado com um método derivado da psicanálise, que dá uma impressão do irracional.

Dalí tinha apenas uma ideia na cabeça: visitar o famoso médico.

Ele viajou três vezes para a Áustria com esse objetivo. Esquiou, aproveitou os doces do famoso Hotel Sacher, mas não conseguiu conhecer o grande mestre.

Graças aos contatos do escritor Stefan Zweig, seu desejo foi realizado em 1938, em Londres, para onde Freud fugiu, tardiamente, dos nazistas. Esse encontro marcou o fim de seu período freudiano.

Mais tarde, sobre o surrealismo, movimento que explora o inconsciente, diria: "Sigmund Freud nos mostrou o caminho".

Na segunda-feira, o rei e a rainha da Espanha visitarão esta exposição intitulada "Dalí-Freud, una obsesión", que estará aberta até 29 de maio e também marcará a reabertura de uma parte do Museu Belvedere, há um ano e meio fechado por obras.


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