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Estado de Minas CONFIRA CRITÉRIOS

Alta, solteira e sem filhos: concurso Miss França vai parar na Justiça

Três candidatas denunciaram a seleção que foi considerada discriminatória e abusiva por um grupo feminista; agora o caso foi parar na justiça trabalhista


22/10/2021 15:12

Candidatas se reúnem para foto com a vencedora do Miss França 2021
Concurso existe há 101 anos e tem braços em territórios ultramarinos, como Martinica e Guiana Francesa (foto: LOIC VENANCE/AFP)
A pouco mais de um mês de escolher a Miss França 2022, o concurso de beleza mais famosos do país pode ter que enfrentar uma batalha judicial. É que a associação Dare Feminism acusa os organizadores do concurso de desrespeitar as leis trabalhistas francesas ao promover um concurso "discriminatório" com critérios "abusivos".

O grupo colheu depoimentos de três candidatas que informaram as regras para participar da competição e, algumas delas, foram consideradas discriminatórias: ter, no mínimo, 1,70m de altura; ser solteira; não ter filhos.

Além disso, a organização também exige que as participantes mantenham o peso e o mesmo corte de cabelo do início ao fim do concurso. Elas também não podem ter piercings nem tatuagens visíveis ou ter feito cirurgias plásticas, nem qualquer tipo de correção estética, incluindo extensão de cabelo.

Para a advogada do Dare, Violaine de Filippis-Abate, os critérios de recrutamento estão ligados "à moral, idade, situação familiar ou aparência física" das candidatas e, por isso, violam o Código do Trabalho. Apesar disso, a ação tem poucas chances de ser julgada antes da próxima edição da competição, que ocorre em 11 de dezembro, segundo avaliação da imprensa francesa.

Série de polêmicas

Essa é a segunda acusação de misoginia a um concurso de Miss que ganha repercussão mundial em 2021. Em abril, Lucy Maino, de 25 anos, perdeu a coroa de Miss Papua-Nova Guiné depois que um vídeo de dança viralizou no Tik Tok. Os organizadores consideraram inapropriado que uma "modelo e Miss" aparecesse "dançando dessa maneira" e "liberaram" Maino de suas funções.

Na época, o escritório da ONU no país se pronunciou sobre o caso. "Embora críticas construtivas e opiniões discordantes sejam legítimas, a intimidação nunca é aceitável em nenhuma forma: nem digital nem presencialmente", diz a nota.

Com informações da AFP.


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