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Estado de Minas INTERNACIONAL

Os argumentos da Microsoft para fechar o LinkedIn na China

'Estamos enfrentando um ambiente operacional significativamente mais desafiador e com mais requisitos na China', escreveu o vice-presidente da rede Mohak Shroff


14/10/2021 23:54 - atualizado 14/10/2021 23:54

Tela de celular mostra logo do LinkedIn
LinkedIn chegou na China em 2014 e agora anunciou fim das operações da rede no país (foto: Getty Images)
A Microsoft encerrará as operações na China de uma de suas redes sociais, o LinkedIn, justificando que se submeter às ordens do governo do país se tornou cada vez mais desafiador.

 

Até agora, o LinkedIn era a única grande plataforma de mídia social ocidental operando na China.

 

A decisão foi tomada após a rede social, de caráter corporativo, ser questionada por bloquear os perfis de alguns jornalistas no país.

 

Entretanto, o LinkedIn lançará neste ano uma versão mais restrita do site, o InJobs, apenas destinada à oferta de empregos. Ela não inclui um feed ou a possibilidade de postar ou compartilhar conteúdo.

 

O vice-presidente sênior do LinkedIn, Mohak Shroff, publicou um texto afirmando: "Estamos enfrentando um ambiente operacional significativamente mais desafiador e com mais requisitos na China."

 

Em outro comunicado, a empresa disse: "Embora iremos descontinuar a versão local do LinkedIn na China ainda este ano, continuaremos tendo uma forte presença no país para impulsionar uma nova estratégia e estamos animados em lançar um novo aplicativo InJobs ainda este ano."

'Apaziguamento grosseiro'

Quando o LinkedIn foi lançado na China em 2014, um enorme mercado para a rede, a empresa concordou em cumprir as exigências do governo chinês, mas também prometeu ser transparente sobre como conduzia seus negócios no país e afirmou publicamente discordar da censura governamental.

 

Recentemente, o LinkedIn suspendeu as contas de vários jornalistas em sua versão chinesa, incluindo as de Melissa Chan e Greg Bruno. Este escreveu um livro sobre o tratamento da China aos refugiados tibetanos e disse ao site Veredict não ter ficado surpreso que o Partido Comunista Chinês não tenha gostado de seu trabalho, mas sim "consternado que uma empresa americana de tecnologia esteja cedendo às exigências de um governo estrangeiro".

 

O senador americano Rick Scott classificou as ações da rede social na China como um "apaziguamento grosseiro e um ato de submissão à China comunista", em carta enviada ao diretor do LinkedIn, Ryan Roslansky, e ao diretor executivo da Microsoft, Satya Nadella.

 

Em março, surgiram relatos de que um órgão regulador da China puniu o LinkedIn por falhar na censura a conteúdo político, determinando como punição o impedimento, por 30 dias, do registro de novos usuários.

 

Para a repórter da BBC em Washington (EUA) Zhaoyin Feng, "é difícil apontar se a decisão do LinkedIn (de encerrar operações) foi motivada pela pressão da China ou dos Estados Unidos".

 

"Pode ser por ambas, já que o governo chinês vem endurecendo seu controle na internet e, enquanto isso, o LinkedIn tem atraído muitas críticas nos EUA por se curvar à censura de Pequim", explica Feng.

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