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Estado de Minas WASHINGTON

FMI aprova quarta rodada de alívio da dívida para países pobres


08/10/2021 14:24

O FMI informou nesta sexta-feira (8) que aprovou uma quarta rodada de alívio do pagamento do serviço da dívida para 24 países pobres, incluindo o Haiti e dois novos beneficiários, Lesoto e Quirguistão, para ajudá-los a enfrentar a crise econômica desencadeada pela pandemia de covid-19.

Esse apoio é fornecido pelo Fundo Fiduciário para Alívio e Contenção de Catástrofes (FFACC), que permite ao Fundo Monetário Internacional fazer doações aos países mais pobres e vulneráveis afetados por um desastre natural ou crise de saúde pública.

O FMI disse em nota que esta rodada, que totaliza 124 milhões de dólares, é a quarta aprovada desde o início da pandemia, depois das de abril de 2020, outubro de 2020 e abril de 2021.

"Este alívio do serviço da dívida ajuda a liberar recursos financeiros escassos para apoio vital, social e econômico à saúde para mitigar o impacto da pandemia de covid-19", observou a instituição com sede em Washington.

A rodada atual cobre os pagamentos que vencem até 10 de janeiro do próximo ano e o FMI observou que, dependendo de seus recursos, pode estender o alívio até 13 de abril de 2022. Se o fizer, o alívio do serviço da dívida acumulado seria de cerca de US $ 973 milhões ao longo de todo o período de dois anos.

Lesoto e Quirguistão foram adicionados desta vez porque "atendem aos requisitos de elegibilidade e qualificação para alívio do serviço da dívida do FFACC em relação à pandemia da covid-19", disse o FMI.

Os outros 22 beneficiários são Benin, Burkina Faso, Chade, Comores, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Madagascar, Malawi, Mali, Moçambique, Níger, República Centro-Africana, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Tadjiquistão e Djibouti.

O Afeganistão, por outro lado, que antes recebia ajuda, não a receberá nesta quarta rodada, após a tomada do país pelo Talibã em agosto.

"Continua a haver falta de clareza dentro da comunidade internacional em relação ao reconhecimento do governo no Afeganistão. Portanto, o envolvimento do Fundo com o Afeganistão continua em espera", aponta o comunicado.


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