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Estado de Minas LONDRES

Reino Unido defende coalizão internacional de cibersegurança


12/05/2021 10:01

O Reino Unido criticou nesta quarta-feira países como Rússia, China, Irã e Coreia do Norte por ciberataques e pediu um esforço global para contra-atacar as ameaças virtuais.

O ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, afirmo que uma coalizão internacional é necessária para reforçar a segurança cibernética contra os agentes estatais e criminosos que buscam subverter as normas democráticas.

"Estes atores são os vândalos em escala industrial do século XXI. Querem minar as bases de nossa democracia", afirmou em uma entrevista coletiva virtual organizada pelo Centro Nacional de Cibersegurança Britânico (NCSC).

Na semana passada, os chanceleres do G7, grupo de sete países mais ricos do mundo e que este ano é presidido pelo Reino Unido, pediram uma abordagem conjunta para enfrentar as ameaças mundiais, incluindo o ciberespaço.

O Reino Unido acusou a Rússia de interferir nas eleições gerais de 2019, no referendo sobre o Brexit de 2016 e no referendo de independência da Escócia de 2014.

Também acusou entidades russas pela tentativa de roubo de pesquisas cruciais sobre o coronavírus de laboratórios britânicos, americanos e canadenses.

Uma revisão do ministério britânico da Defesa divulgada em março pediu o aumento das capacidades de guerra cibernética.

"Quando Estados, como a Rússia, têm criminosos e grupos que operam a partir de seu território, os países têm a responsabilidade de perseguir estes grupos, não de apoiá-los", afirmou Raab.

"Utilizamos nossas capacidades porque são necessárias para defender nossos cidadãos e salvaguardar a colaboração internacional; nossos adversários utilizam seu poder para roubar, sabotar e saquear o sistema internacional", completou.

Ao mesmo tempo, Londres proibiu a participação na instalação de sua rede 5G do grupo chinês Huawei, acusado pelo governo dos Estados Unidos de espionagem para o regime de Pequim, o que este nega.

Washington também sofreu uma recente onda de ciberataques, incluindo um contra um sistema de oleodutos na semana passada, e ações de hackers contra a empresa de software SolarWinds.

Raab anunciou um programa de investimento de 22 milhões de libras (31 milhões de dólares) para ajudar países africanos e asiáticos a reforçar suas capacidades de segurança cibernética.


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