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Estado de Minas WASHINGTON

Família de homem negro assassinado pela polícia nos EUA denuncia 'execução'


27/04/2021 20:35 - atualizado 27/04/2021 20:38

A família de um negro morto pela polícia na semana passada nos Estados Unidos relatou, na segunda-feira (26), uma "execução" após ver um pequeno videoclipe do incidente, filmado pela câmera de um dos policiais presentes durante o ato.

"Meu pai foi executado apenas tentando salvar sua própria vida", disse a jornalistas Khalil Ferebee, um dos filhos de Andrew Brown Jr., morto a tiros pela polícia local em 21 de abril em Elizabeth City, uma pequena cidade da Carolina do Norte.

"Atiraram na nuca dele", acrescentou.

No dia anterior, as autoridades mostraram aos familiares do falecido um breve vídeo dos fatos, filmado por uma câmera de um dos policiais presentes no incidente.

A polícia local ainda não explicou as circunstâncias da tragédia, que aconteceu no contexto de uma investigação sobre tráfico de drogas. Segundo a instituição, os policiais teriam uma ordem de prisão para Andrew Brown Jr.

Testemunhas citadas pela imprensa local afirmaram que a vítima foi baleada enquanto se distanciava dos policiais em seu carro.

De acordo com a necropsia apresentada por seus familiares, ele foi atingido por cinco tiros: quatro no braço direito e o último na nuca.

"Entrou atrás de seu pescoço, na parte inferior de seu crânio, e parou em seu cérebro. Essa é a causa da morte", comentou o renomado advogado Ben Crump, que representa a família.

"Atiraram nele enquanto suas mãos estavam no volante", acrescentou outro advogado da família, Harry Daniels, criticando os policiais por se comportarem como "juízes, jurados e algozes" no caso.

A polícia, que pediu permissão a um juiz para divulgar o vídeo da cena, pediu para "não se apressar para tirar conclusões".

"Este trágico incidente foi rápido e durou menos de 30 segundos, e o vídeo das câmeras corporais está se movendo e, às vezes, é difícil de analisar", disse o xerife do condado de Pasquotank, Tommy Wooten, na segunda-feira.

"Só contam uma parte da história", continuou, afirmando que a polícia continua "interrogando as testemunhas e coletando mais informações".

A polícia federal abriu sua própria investigação nesta terça-feira.

"Isso deve evitar qualquer encobrimento dos fatos", disse Crump em um comunicado.

Os policiais envolvidos foram dispensados, segundo o xerife.

A família e seus advogados puderam assistir a um fragmento do vídeo filmado pela câmera de um dos agentes, com duração de apenas vinte segundos.

Antecipando "possíveis distúrbios civis", a prefeita de Elizabeth City, Bettie Parker, declarou toque de recolher das 20h00 às 6h00 no horário local, "enquanto for necessário para proteger" os cidadãos da cidade.

Os vídeos, filmados por transeuntes ou pelas próprias câmeras da polícia, desempenharam um papel importante nas recentes investigações sobre as mortes de americanos negros nas mãos de policiais, como recentemente no julgamento do ex-agente Derek Chauvin, condenado pelo assassinato de George Floyd.


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