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Estado de Minas HOLLYWOOD

Daniel Kaluuya ganha o Oscar de melhor ator coadjuvante


25/04/2021 23:46

Daniel Kaluuya ganhou neste domingo (25) o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel de Fred Hampton, o falecido líder da organização política Black Panther, no filme "Judas e o Messias Negro".

Ele superou o coprotagonista no filme Lakeith Stanfield, assim como Sacha Baron Cohen ("Os 7 de Chicago"), Leslie Odom, Jr. ("Uma noite em Miami") e Paul Raci ("O Som do Silêncio").

Confrontado com o racismo desde jovem, o ator se baseou em seu imenso respeito pelo líder dos Panteras Negras para interpretá-lo no cinema.

Encarnar aos 32 anos o carismático líder da luta pelos direitos civis lhe rendeu a estatueta dourada de melhor ator coadjuvante, em um momento em que a injustiça racial contra a qual lutaram os Panteras Negras na década de 1960 dá sinais de que não desapareceu.

"Fred Hampton era uma luz, um farol que iluminava tudo o que tocava com sua mensagem incrível", disse Daniel Kaluuya no mês passado após o anúncio de sua indicação ao Oscar, a segunda de sua carreira.

Emocionado por "representar um homem cujos princípios respeita profundamente", assegurou que queria "se tornar em um recipiente do espírito de Fred em um momento em que precisamos mais do que nunca do seu grito de guerra por igualdade e justiça".

A vitória de Kaluuya no Oscar por um papel que já lhe rendeu um Globo de Ouro foi um dos pontos altos da cerimônia um ano após o aparecimento do movimento Black Lives Matter.

Considerado uma estrela emergente do cinema americano, Kaluuya tinha sido indicado anteriormente aos prêmios da Academia para melhor ator em 2018 por seu trabalho no filme de terror "Corra!".

Nascido em Londres, Kaluuya cresceu em um bairro humilde da capital britânica, e foi criado apenas pela mãe, uma imigrante de Uganda, país onde ficou seu pai.

Após ver o filho escrever sua primeira peça de teatro aos nove anos, sua mãe decidiu matriculá-lo na escola de teatro local, na qual foi admitido após cinco anos de espera.

O ator estreou na série adolescente britânica "Skins", na qual também colaborou com a equipe de roteiristas.

Conseguiu, então, seu primeiro papel no teatro e em 2010 recebeu uma enxurrada de críticas favoráveis por seu papel em "Sucker Punch", no qual precisou emagrecer muito para interpretar um boxeador.

No mesmo ano, foi detido injustamente por policiais, que o tiraram de um ônibus em Londres e o jogaram no chão, suspeitando que fosse um traficante de drogas. Liberado pela justiça britânica por falta de provas, o ator processou a polícia.

Seu sucesso em "Sucker Punch" o tornou conhecido e lhe rendeu vários papéis na TV britânica, mas também em filmes como "O Retorno de Johnny English" (2011), "Kick-Ass 2" (2013), "Sicario: Terra de Ninguém" (2015) e "As Viúvas" (2018).

Mas foi o primeiro filme de Jordan Peele, "Corra!", que lançou o britânico para a carreira internacional, confirmada mais tarde por sua participação na superprodução da Marvel "Pantera Negra", o primeiro filme da franquia com um elenco majoritariamente negro.


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