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Estado de Minas MOSCÚ

Opositor russo Navalny anuncia fim da greve de fome


23/04/2021 10:22 - atualizado 23/04/2021 10:27

O opositor russo preso Alexei Navalny anunciou nesta sexta-feira (23) o fim de sua greve de fome iniciada há 24 dias para denunciar suas condições de detenção, o que gerou fortes preocupações sobre o agravamento de seu estado de saúde.

"Não retiro meu pedido de ver o médico que é necessário, perdi a sensibilidade de partes de minhas mãos e de minhas pernas (...). Dada esta evolução e essas circunstâncias, começo a encerrar minha greve de fome", escreveu Navalny, em uma mensagem publicada em sua conta do Instagram.

Na quinta-feira, os médicos de Navalny pediram que ele encerrasse o quanto antes sua greve de fome para preservar sua vida e sua saúde, temendo "danos consideráveis" se continuasse com o protesto.

Navalny parou de comer em 31 de março em protesto por suas condições de prisão, acusando particularmente a administração penitenciária de rejeitar seu pedido de visita de um médico, apesar de sofrer uma dupla hérnia de disco, segundo seus advogados.

Antes de sua greve de fome, o principal opositor ao Kremlin se queixava também de uma perda de sensibilidade nas pernas que, segundo ele, poderia ser consequência do envenenamento do qual foi vítima em agosto passado e pelo qual acusa o presidente Vladimir Putin.

Segundo seu aliado Leonid Volkov, que falou na quinta-feira à noite, Navalny foi finalmente examinado esta semana em um hospital civil e seu histórico médico foi transmitido aos seus médicos.

"Os médicos em que confio plenamente anunciaram ontem que chegamos ao suficiente para que eu encerre minha greve de fome", escreveu Navalny nesta sexta.

"Graças ao enorme apoio de boas pessoas em todo o país e no exterior, fizeos grandes progressos. Há dois meses riam dos meus pedidos de assistência médica, não me davam nenhum remédio", acrescentou.

O opositor de 44 anos está atualmente em um centro em Vladimir, 180 km ao leste de Moscou, aonde foi transferido de sua colônia penitenciária de Pokrov, na mesma região.

O ativista anticorrupção foi preso em janeiro ao retornar para a Rússia após passar cinco meses de tratamento na Alemanha, onde se recuperou do envenenamento.


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