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Estado de Minas NOVA DÉLHI

Índia tem recorde de infecções diárias por covid-19, imparável em vários países latino-americanos


22/04/2021 10:34 - atualizado 22/04/2021 13:01

A Índia registrou 315.000 novos casos de coronavírus em um dia, um recorde mundial para este país que mergulha numa severa crise de saúde por conta da pandemia, que continua a atingir com força países latino-americanos como a Argentina, que superou as 60.000 mortes.

O ministério da Saúde indiano informou nesta quinta-feira (22) que o país contabilizou 314.835 novos casos em apenas um dia, o maior balanço em 24 horas registrado até agora por uma nação.

Desde o início da pandemia, a Índia registra 15,9 milhões de infectados, o que significa que é o segundo país com o maior número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente do Brasil (14,12 milhões de casos).

O Brasil, no entanto, com 212 milhões de habitantes tem um balanço de 381.000 mortos, o dobro da Índia, onde vivem 1,3 bilhão de pessoas.

Nas últimas 24 horas o país também registrou 2.074 mortes, o que eleva o balanço oficial da epidemia no país a quase 185.000 vítimas fatais.

 

 


A crise da saúde é agravada pela falta de oxigênio e leitos nos hospitais, o que tem levado muitos cidadãos a pagar preços exorbitantes no mercado paralelo para poderem ajudar suas famílias.

"Meu amigo está desesperado (...) A maioria dos fornecedores de oxigênio desligou seus telefones", disse Zain Zaidi, funcionário de um hotel em Lucknow (norte). "Só consegui encontrar um fornecedor, mas cobra 20.000 rupias ($ 265). Tenho que comprá-lo a qualquer custo".

Em todo o mundo, o coronavírus matou mais de 3 milhões de pessoas e infectou 143,8 milhões, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP nesta quinta-feira com base em fontes oficiais.

- O "pior momento" da Argentina -

A pandemia atinge duramente a América Latina e o Caribe, a segunda região mais afetada atrás da Europa, com 878.642 óbitos e 27,6 milhões de casos.

A Argentina superou na quarta-feira 60.000 mortos por covid-19 no âmbito de um aumento exponencial de contágios.

"A Argentina está vivendo o pior momento da pandemia desde 3 de março do ano passado. É o momento de mais risco", declarou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, que informou que as internações em unidades de terapia intensiva alcançaram 75% de ocupação na região metropolitana de Buenos Aires (AMBA, em espanhol).

Durante coletiva de imprensa, Vizzotti pediu que se priorize a saúde sobre a política, quando a prefeitura de Buenos Aires resiste na justiça ao fechamento temporário das escolas, determinado pelo governo federal para a região metropolitana de Buenos Aires, onde vivem 15 milhões de pessoas e concentra a maioria das infecções.

No Equador, dada a "velocidade acelerada dos contágios" da covid-19, o presidente Lenín Moreno decretou estado de exceção em 16 das 24 províncias, durante 28 dias, atendendo ao apelo do Comitê de Operações de Emergência.

A medida implica a suspensão dos direitos à liberdade de circulação, associação e reunião e de inviolabilidade do domicílio e a imposição do toque de recolher noturno de segunda a quinta-feira. Além disso, das 20h de sexta-feira às 5h de segunda-feira, não será permitida a circulação de veículos nem de pessoas, exceto trabalhadores de setores "essenciais".

O país, de 17,5 milhões de habitantes, registrou cerca de 363.000 casos de covid-19 e mais de 17.800 mortes.

- Vacinação muito desigual -

Enquanto isso, a vacinação avança de forma muito desigual no mundo, e os países ibero-americanos, reunidos em uma cúpula em Andorra na quarta-feira, reclamaram em sua declaração final "que o acesso, compra e distribuição de vacinas (...) seja universal".

A América Latina vacinou menos de 10% de sua população e os líderes concordaram em denunciar que não chegam vacinas suficientes à região.

"Os países ricos, que representam 16% da população, têm 54% das vacinas e têm mais doses de vacinas do que precisam", destacou o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado.

Em contrapartida, nos Estados Unidos, país mais afetado em termos absolutos com 569.404 mortes e 31.862.401 infecções, o presidente Joe Biden comemorou o fato de que já foram administradas 200 milhões de doses, mais do que as previstas para esta data.

Uma conquista "espantosa", segundo o presidente, que mesmo assim pediu para não baixarem a guarda devido ao aumento das infecções em várias áreas do país.

Por sua vez, a Alemanha anunciou que pretende comprar 30 milhões de doses da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, embora ainda não tenha sido autorizada pelo regulador europeu.

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