Imateriais por natureza, as obras são apresentadas em uma tela gigante ou por projeção, em um espaço localizado a dois passos da Union Square, em Manhattan. Obras de cinco artistas serão expostas diariamente, com uma rotatividade por 60 dias, totalizando 300 criadores até 25 de maio.
O NFT permite associar a qualquer item virtual um certificado de autenticidade que o torna uma peça única. A popularidade desses ativos nos últimos seis meses transformou o mercado da coleção digital, a ponto de atrair bilhões de dólares em investimentos.
Cada obra apresentada na galeria será posteriormente leiloada, explicou Ed Zipco, fundador e diretor da galeria Superchief, que expõe obras digitais desde 2016. "O objetivo de uma galeria é mostrar como se vê pessoalmente a obra, como o artista gostaria que ela fosse vista", descreveu o galerista. "As pessoas que colecionam essas obras querem viver com elas."
Cerca de 70% dos artistas que serão apresentados no espaço não são criadores digitais, assinalou Zipco. A maioria é escultor, pintor ou fotógrafo. "Cada vez mais artistas conhecidos dos museus estão se envolvendo. É tão novo, que muita gente ainda tem dificuldade de entender. É tecnologia, de forma que sempre há um pouco de aprendizado, de pedagogia a ser feita, mas logo se tornará algo totalmente comum", comentou.
A arte digital existe há décadas, mas a chegada do NFT tranquilizou os colecionadores quanto ao risco de cópias. É possível duplicar uma obra digital, mas o certificado NFT com a qual a mesma é vendida impede falsificações.
No último dia 11, uma obra digital do artista americano Beeple foi vendida por 69,3 milhões de dólares na casa de leilões Christie's.
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