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Estado de Minas LONDRES

Traficantes de drogas do Reino Unido se adaptam ao confinamento


25/02/2021 00:00

Os usuários de drogas no Reino Unido tiveram poucos problemas com abastecimentos no primeiro confinamento, com cerca de um em cada dez comprando o produto desejado pela 'darkweb', de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (25).

O estudo, realizado pela associação especializada Release com as 2.621 respostas coletadas online entre 9 de abril e 17 de setembro de 2020, abrange o primeiro dos três confinamentos impostos no Reino Unido desde o início da pandemia da covid-19.

A maconha representa 70% das compras e a cocaína 9%. 43% das pessoas que responderam ao questionário afirmam que o seu consumo aumentou durante este confinamento, enquanto para 36% não mudou e para 21% diminuiu.

"No início do confinamento, muitos pensavam que o mercado de drogas seria muito afetado pelo fechamento da fronteira e pela ordem de ficar em casa", informou Judith Alrdige, a principal autora do estudo.

Mas "a maioria dos usuários não teve problemas em encontrar um provedor ou o produto que procurava", acrescentou.

No entanto, surgiram dificuldades durante a flexibilização das restrições e o levantamento do confinamento devido à alta dos preços, o que parece refletir "dificuldades de abastecimento que começam a afetar o mercado".

Um em cada dez compradores revelou comprar pela 'darkweb', uma parte escura da internet que não é indexada pelos mecanismos de pesquisa, um modo de compra que 13% deles afirmam ter usado pela primeira vez.

Também parece que a maioria dos traficantes aplicou medidas de distanciamento. "Também vimos vendedores adotarem medidas semelhantes às adotadas por empresas jurídicas para prevenir a transmissão do vírus", explicou Laura Garius, coautora do estudo.

Alguns aceitam transferências ou pagamentos por PayPal e outros higienizam o dinheiro.

No primeiro confinamento, 62% dos traficantes respeitaram as medidas de distanciamento, 38% usaram luvas, 31% máscara e 30% modificaram as embalagens.

O estudo também conclui que, durante o confinamento, overdoses, o número de seringas compartilhadas e dificuldades de abstinência aumentaram.

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